Através de uma publicação nas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (25), o médico Márcio Antônio de Souza Júnior da Cidade de Goiás, pediu desculpas pelo vídeo feito e divulgado em fevereiro deste ano em que ele grava um funcionário acorrentado, em apologia à escravidão. Márcio classificou a ação como uma “brincadeira sem graça e irresponsável”.
No post, o médico diz que ficou surpreso com a repercussão do vídeo e que está envergonhado com o ato. “É uma brincadeira sem graça, idiota, irresponsável e muito infeliz, que nunca, jamais deveria ser feita”, afirmou o médico.
Também na publicação desta sexta-feira, o médico afirmou estar envergonhado com a atitude, mas disposto a levar a reflexão e luta contra o racismo para mais pessoas.
Márcio foi indiciado pela Polícia Civil (PC), após conclusão de inquérito, pelo crime de prática, incitação ou induzimento de preconceito ou discriminação de raça, etnia ou de cor. O caso já está com o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), que ainda não se posicionou se irá oferecer uma denúncia contra o médico.
Em nota, o advogado de Márcio Antônio de Souza, Pedro Paulo de Medeiros, diz acreditar que o MP irá reconhecer, a partir dos depoimentos, que o vídeo não teve “intenção de ofender ou de enaltecer qualquer tipo de discriminação”.
O caso
No vídeo gravado em fevereiro deste ano, Márcio Antônio de Souza Júnior filma um funcionário que está acorrentado. Ao longo da filmagem, o médico diz “falei para estudar, mas ele não quer. Então vai ficar na minha senzala”. Em outro trecho, ele diz, em tom de brincadeira, “tenta fugir, pode ir embora”.
As imagens causaram revolta na Cidade de Goiás e no restante do estado. Na ocasião, a Secretaria das Mulheres, da Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos do município divulgou uma nota de repúdio e classificou a ação como “lamentável episódio em que uma Pessoa Negra, um Ser Humano é exposto acorrentado pelas pernas e com grilhões nos braços e no pescoço”.
Após a repercussão, o médico gravou outro vídeo ao lado do funcionário, afirmando que era tudo uma “brincadeira”. O trabalhador, por sua vez, afirmou que Márcio era como “um pai” para ele.
Durante as investigações à PC apreendeu os grilhões usados pelo médico para gravar o vídeo com apologia à escravidão.
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