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Saúde

Saúde Mental: Precisamos falar sobre Autismo em mulheres

O diagnóstico tardio de Autismo (TEA) traz prejuízos na qualidade de vida de mulheres que só descobrem o transtorno já adultas.

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No dia 2 de abril, celebramos o Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo.  A data foi firmada no ano de 2007, e tem por objetivo difundir informações para a população sobre o autismo e reduzir a discriminação e o preconceito. Por isso, é tão importante falar sobre o tema. Embora o Transtorno do Espectro Autista (TEA) possa ser diagnosticado precocemente, antes dos 3 anos de idade, não é incomum que o diagnóstico venha já na idade adulta, condição que atinge cerca de 1% da população, e é vitalícia. Esse transtorno afeta o neurodesenvolvimento, e foi descrita pela primeira vez em 1944, por Leo Kanner. O diagnóstico costuma ser ainda mais tardio em mulheres, pois, por muito tempo, popularmente, o autismo era considerado uma condição frequente em meninos, não em meninas. Além disso, é comum mulheres, inconscientemente, mascararem as características do autismo, chegando ao consultório apenas quando apresentam prejuízos em decorrência disso, como depressão ou ansiedade.

A presidente da Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), Dra. Deisy Mendes Porto ressalta que é frequente mulheres receberem outros diagnósticos antes de chegar ao diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. “Muitas mulheres podem ser diagnosticadas com ansiedade e depressão, que são comorbidades comuns e mais facilmente reconhecidas por familiares, professores e não especialistas. Na adolescência a dificuldade para socialização e a percepção das próprias dificuldades são os principais gatilhos para que elas fiquem deprimidas e ansiosas, pois constantemente precisam se esforçar para lidar com as demandas do amadurecimento. Sem um diagnóstico de TEA, muitas podem julgar a si mesmas como alguém que não se encaixa na sociedade, assim como acontece de as pessoas ao redor não entenderem as dificuldades na comunicação e padrão de interesses restritos ou repetitivos. Essa situação provoca sentimentos de baixa autoestima, ansiedade e depressão. Por isso, é importante o acompanhamento profissional, para que a pessoa com TEA possa ter um acompanhamento e melhorar a qualidade de vida”.

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Sobre a ACP

A ACP é uma entidade científica sem fins lucrativos que representa os psiquiatras do Estado de Santa Catarina. Filiada à Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a ACP foi fundada em 1965. Desde então, dirige suas atividades para o aprimoramento científico e técnico de seus associados, para o desenvolvimento da especialidade médica da Psiquiatria e para a divulgação e esclarecimento da comunidade leiga sobre temas ligados à Psiquiatria e à Saúde Mental.

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