A época das eleições também é utilizada por golpistas para tentar roubar dados e se passar por pessoas por meio de aplicativos de mensagens. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já alertou que nunca comunica o cancelamento do título de eleitor por e-mail, WhatsApp, Telegram ou mensagens de texto (https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2022/Setembro/tse-nunca-comunica-o-cancelamento-do-titulo-de-eleitor-por-e-mail-whatsapp-telegram-ou-mensagens-de-texto). Especialista em segurança da informação dá dicas de como driblar esse tipo de golpe.
A Justiça Eleitoral (JE) tem recebido relatos de pessoas que receberam mensagens, por e-mail ou aplicativos, em nome do TSE, com a informação de que seus títulos de eleitor foram cancelados provisoriamente e que a situação deveria ser regularizada. O conteúdo, como já atestado pelo próprio tribunal, é falso e se trata de um golpe que visa lesar as vítimas.
A mensagem geralmente vem acompanhada de um link que leva a uma página na internet em que a eleitora ou o eleitor supostamente poderiam regularizar a situação eleitoral, desde que informassem dados pessoais. Através dessas informações que os golpistas agem.
“É importante frisar que a Justiça Eleitoral jamais comunica o cancelamento de títulos de eleitor ou alguma irregularidade cadastral mediante mensagens de e-mail ou aplicativos como WhatsApp ou Telegram. Além disso, nenhum dado pessoal é solicitado por esses meios”, alerta o TSE.
Especialista em segurança da informação, Daniel Barbosa, da Eset Digital Security, explica que as pessoas que aplicam esse tipo de golpe costumam se aproveitar de datas e eventos de notoriedade. É o caso das eleições, mas também da Copa do Mundo, da Black Friday, entre outros.
“Os criminosos aproveitam as sazonalidades para aplicar alguns tipos de golpe. A bola da vez é referente ao título ou referente às eleições. Mas eles aproveitam esses eventos pontuais para motivar pessoas a agir o mais breve possível”, enfatiza.
Daniel Barbosa pontua que um padrão dos golpistas é utilizar da urgência do momento para ter mais efetividade no golpe. “Eles falam, por exemplo, que o título foi cancelado e precisa ser regularizado. Como está muito próximo da eleição, essa urgência fica implícita porque a população quer regularizar para votar”, disse.
Como se proteger
Conforme o especialista, o ideal é sempre desconfiar de mensagens que chegam por meio de aplicativos de mensagens e e-mail, sem que a própria pessoa tenha solicitado. Ele afirma que a desconfiança deve ser redobrada quando se trata de alguma informação muito alarmante.
Buscar os meios oficiais como forma de verificar a procedência daquela mensagem também é fundamental, de acordo com Barbosa. O especialista ainda alerta para que as pessoas não preencham cadastros de sites pouco confiáveis.
“Alguns tipos de golpe enviam links para as vítimas, ou as vítimas já preencheram um cadastro suspeito previamente e por isso estão caindo no golpe atual”, explica o especialista.
Ele lembra que as pessoas devem ter cuidado para não repassar informações sem ter certeza de que é verdadeira. “Isso não só em tempo de eleição, mas em época de eleição isso ganha um peso bem maior”, menciona.
Ter um software de proteção de dados também é importante para se resguardar de tentativas de invasão, sugere o especialista. “Alguns golpes levam a vítima a se infectar com algum código malicioso”, disse.
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