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Segurança Pública

“É uma chantagem explícita contra os estados e que só favorece a bandidagem”, diz Caiado sobre decreto do governo federal

Para o governador, o documento, que limita o uso da força de profissionais da segurança pública, é um “grande presente de Natal” para o crime organizado. O documento determina também que “o nível de força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada” e que “deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio”. Com isso, os profissionais de segurança pública devem “assumir responsabilidade pelo uso inadequado da força” e “devem atuar de forma não discriminatória”.

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O governador Ronaldo Caiado se posicionou, nesta terça-feira (24), contra o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo o chefe do Executivo goiano, garante liberdade para o crime organizado agir e promove o engessamento das forças policiais. O decreto do dia 23 de dezembro determina a “disciplina do uso da força e dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos profissionais de segurança pública”.

“O crime organizado comemora hoje o grande presente de Natal que ganhou do presidente Lula: um decreto que lhes garante mais liberdade para agir e promove o engessamento das forças policiais. É o modelo PT-venezuelano que parece querer incendiar o país”, afirmou Caiado por meio das redes sociais.

As diretrizes impostas pelo governo federal preveem ainda que “as operações e ações de aplicação da lei devem ser planejadas e executadas mediante a adoção de todas as medidas necessárias para prevenir ou minimizar o uso da força e para mitigar a gravidade de qualquer dano direto ou indireto que possa ser causado a quaisquer pessoas”. Além disso, que o recurso de força poderá ser empregado “quando outros recursos de menor intensidade não forem suficientes para atingir os objetivos legais pretendidos”.

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De acordo com Caiado, caso os estados não sigam as diretrizes impostas por Lula para a segurança pública, não terão mais acesso aos fundos penitenciário e de segurança. “É uma chantagem explícita contra os estados e que só favorece a bandidagem”, enfatizou.

“O texto evidencia que a cartilha do governo Lula para a segurança enxerga somente os crimes de menor potencial ofensivo, como furtos. Não estamos na Suécia. A realidade no Brasil é de narcotraficantes violentos, equipados com um arsenal e que travam uma verdadeira guerra contra o estado democrático de direito”, explicou o governador.

O documento determina também que “o nível de força utilizado deve ser compatível com a gravidade da ameaça apresentada” e que “deve ser empregada com bom senso, prudência e equilíbrio”. Com isso, os profissionais de segurança pública devem “assumir responsabilidade pelo uso inadequado da força” e “devem atuar de forma não discriminatória”.

“Enquanto o crime organizado avança numa espécie de metástase sobre todos os setores do país, o governo federal trabalha dia após dia para enfraquecer os mecanismos de defesa da nossa sociedade. É um comportamento que vai além da omissão. É conivência”, destacou Caiado.

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Decreto

Elaborado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o decreto determina que, caso haja uso da força por parte dos profissionais de segurança pública, devem ser observadas pelos órgãos competentes a obrigatoriedade e periodicidade anual de capacitação, realizada no horário de serviço, e adoção de conteúdo que aborde procedimentos sobre o emprego adequado de diferentes tipos de armas de fogo e de instrumentos de menor potencial ofensivo.

Nas disposições finais, o documento afirma que “o repasse de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional para ações que envolvam o uso da força pelos órgãos de segurança pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios está condicionado à observância do disposto por lei e no decreto”.

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