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Plantão Policial

Polícia Civil desarticula esquema de venda ilegal de chácaras em Barro Alto

Entre os envolvidos estão dois ex-servidores estaduais aposentados e um fiscal ambiental do município, que teria colaborado com a emissão de licenças irregulares e se omitido em fiscalizações, mesmo após constatar o desmatamento na área
Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de Goiás, por meio da delegacia de Barro Alto, desmantelou um esquema criminoso responsável pela venda ilegal de 69 lotes de chácaras em uma área de preservação ambiental às margens do Rio dos Patos, conhecida como “Condomínio dos Bichos”. A fraude, que gerou prejuízo estimado em quase R$ 10 milhões, envolveu danos ambientais, o valor da propriedade invadida e prejuízos financeiros às vítimas.

Segundo as investigações, o grupo criminoso invadiu uma fazenda de 19,5 hectares e iniciou a comercialização irregular dos lotes, que sequer existiam. Para atrair compradores de diversos estados, os criminosos usaram material publicitário sofisticado, como mapas, fotos aéreas, cronogramas fictícios de obras, além de grupos em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Entre os envolvidos estão dois ex-servidores estaduais aposentados e um fiscal ambiental do município, que teria colaborado com a emissão de licenças irregulares e se omitido em fiscalizações, mesmo após constatar o desmatamento na área. Um dos investigados está foragido, com mandado de prisão em aberto, enquanto o líder do grupo foi preso preventivamente, mas responde em liberdade com medidas cautelares.

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Perícias confirmaram a devastação de 1,82 hectares de vegetação nativa do Cerrado, incluindo áreas de preservação permanente, com instalação irregular de postes de energia, construção de estrada e cercamento de terrenos, caracterizando tentativa de parcelamento ilegal do solo. As chácaras foram vendidas por preços entre R$ 50 mil e R$ 120 mil, com possibilidade de parcelamento, e algumas vítimas chegaram a entregar veículos como parte do pagamento.

Até o momento, seis vítimas foram formalmente identificadas, mas a polícia acredita que o número seja maior devido ao alcance do golpe. Durante a investigação, os criminosos ainda tentaram reconfigurar o negócio como uma cooperativa para tentar escapar das sanções legais. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, e a Polícia Civil continua as diligências para identificar novas vítimas e possíveis ramificações da fraude.

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