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opinião

Dia Mundial da Água: um alerta que não pode mais ser ignorado

A água sustenta a vida em todas as suas dimensões. Está presente no corpo humano, na produção de alimentos, na geração de energia, na indústria e no equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, apesar de sua importância incontestável, continua sendo tratada, em muitos contextos, como um recurso inesgotável — o que está longe da realidade.
André Marques é advogado e jornalista. Foto: Arquivos pessoais

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No dia 22 de março, o mundo volta seus olhos para uma das questões mais urgentes do século XXI: a água. Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial da Água vai muito além de uma simples data comemorativa — é, sobretudo, um momento de reflexão crítica sobre o uso, a gestão e o futuro desse recurso essencial.

A água sustenta a vida em todas as suas dimensões. Está presente no corpo humano, na produção de alimentos, na geração de energia, na indústria e no equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, apesar de sua importância incontestável, continua sendo tratada, em muitos contextos, como um recurso inesgotável — o que está longe da realidade.

O Brasil ocupa posição privilegiada ao concentrar cerca de 12% da água doce superficial do planeta. Ainda assim, enfrenta problemas crônicos que vão desde a má distribuição até a degradação de mananciais e perdas significativas nos sistemas de abastecimento. A abundância, nesse caso, não tem sido sinônimo de segurança hídrica.

Dados recentes de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apontam para um cenário preocupante: bilhões de pessoas já convivem com algum grau de escassez de água, e as projeções indicam um agravamento desse quadro nas próximas décadas. As mudanças climáticas, aliadas ao crescimento populacional e à urbanização desordenada, intensificam ainda mais essa crise silenciosa.

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No cotidiano, entretanto, o que se observa é uma preocupante banalização do problema. O desperdício segue presente em hábitos simples — e evitáveis — como o uso excessivo em atividades domésticas e a negligência no consumo consciente. Essa postura revela não apenas falta de informação, mas também ausência de uma cultura consolidada de preservação.

É preciso compreender que a água, embora renovável, não é infinita. Sua disponibilidade depende diretamente da conservação ambiental, da proteção de nascentes e da gestão responsável das bacias hidrográficas. Sem esses cuidados, o que hoje parece abundante pode se tornar escasso em um futuro não tão distante.

A educação ambiental tem papel central nesse processo, especialmente na formação das novas gerações. Contudo, a responsabilidade é coletiva e imediata. Poder público, setor produtivo e sociedade civil precisam atuar de forma integrada, com políticas e

André Marques é advogado e jornalista

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