Um novo episódio do fenômeno climático El Niño deve se formar entre maio e julho de 2026, segundo boletins recentes de agências meteorológicas internacionais, e pode trazer impactos relevantes no regime de chuvas e nas temperaturas em todo o país. Especialistas alertam que a probabilidade de consolidação do fenômeno aumentou nas últimas semanas e que há risco de que o evento atinja intensidade moderada a forte, o que ampliaria efeitos como ondas de calor, incêndios florestais e alterações na safra agrícola.
No Brasil, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e institutos de meteorologia locais já acompanham as alterações no Pacífico Equatorial e orientam preparação para um segundo semestre com menor regularidade das chuvas em algumas regiões e precipitações intensas em outras. Regiões tradicionalmente mais afetadas por secas, como partes do Nordeste e do Centro-Oeste, podem registrar temperaturas acima da média e maior risco de déficit hídrico, enquanto o Sul pode ter episódios de chuva mais intensa e risco de enchentes localizadas.
Produtores rurais e gestores de recursos hídricos foram orientados a revisar planos de plantio, armazenamento e uso da água, com atenção especial para culturas sensíveis a estresse hídrico e para a gestão de reservatórios. Autoridades de defesa civil recomendam reforço nas ações de monitoramento de áreas de risco e campanhas de prevenção a queimadas, além de comunicação contínua à população sobre possíveis mudanças no fornecimento de água e energia em períodos de calor extremo.
Embora os modelos climáticos mostrem consenso sobre a tendência de retorno do El Niño, a intensidade final no pico do evento ainda apresenta incertezas, o que torna indispensável o acompanhamento contínuo das próximas atualizações da Organização Meteorológica Mundial (OMM), da NOAA e dos institutos nacionais de meteorologia. A previsão de continuidade do fenômeno até o início de 2027 em algumas simulações reforça a necessidade de planejamento integrado entre setores.
Para leitores em Goiás: gestores locais devem avaliar os níveis dos mananciais e revisar planos de contingência agrícola e de abastecimento, enquanto moradores devem seguir orientações das secretarias estaduais de meio ambiente e defesa civil sobre prevenção de incêndios e uso racional da água.
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