A Polícia Civil de Goiás cumpriu, na manhã desta quinta-feira (4), um mandado de prisão preventiva contra Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, praticante de artes marciais que agrediu brutalmente um adolescente de 17 anos em Goiânia. A operação foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da 1ª DRP, e a captura ocorreu no município de Trindade, no Entorno de Goiânia. Após a prisão, o investigado foi encaminhado à Unidade Prisional de Trindade, onde permanece recolhido à disposição da Justiça.
O fato ocorreu na noite de sexta-feira (29), na Praça das Artes, no bairro Jardim Goiás, zona sul de Goiânia. Durante uma partida de futebol amador, uma discussão entre Rafael e o adolescente escalou rapidamente para a violência física. De acordo com as investigações, o lutador aplicou um golpe de Jiu-Jitsu conhecido como “mata-leão”, enforcando o garoto por aproximadamente um minuto.
O adolescente desmaiou e começou a convulsionar no local. Testemunhas relataram que o jovem apresentou ferimentos espalhados pelo corpo, lesões na cabeça e sangramento após o ataque. A Polícia Militar foi acionada e prendeu Rafael em flagrante naquela mesma noite.
Um dia após a agressão, Rafael Gomes Pereira recebeu liberdade condicional após audiência de custódia, com a imposição de medidas protetivas para a vítima. Entre as determinações judiciais estavam o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de manter distância mínima de 300 metros do adolescente.
No entanto, as medidas foram violadas. A mãe do adolescente relatou que o lutador foi flagrado filmando a família da janela de seu apartamento, configurando descumprimento de medida protetiva. O vídeo da situação foi compartilhado pelas redes sociais e reacendeu a comoção pública pelo caso.
Durante buscas realizadas no apartamento do investigado, a polícia apreendeu um arsenal de objetos considerados perigosos: simulacro de arma de fogo, soco inglês, faca, canivete e arma de airsoft. O material foi recolhido como prova e será submetido a perícia técnica.
O advogado de defesa de Rafael não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento.
Rafael Gomes Pereira responde por lesão corporal e corrupção de menores, previstos nos artigos 129 e 244-B do Código Penal e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena máxima para corrupção de menores é de 2 anos de reclusão, enquanto a lesão corporal varia conforme a gravidade das sequelas.
Com a prisão preventiva, o lutador ficará preso até que a Justiça decida sobre o andamento do processo. A DPCA informou que as investigações seguem em andamento e que maiores detalhes serão repassados posteriormente, uma vez que o caso está sob segredo de Justiça.
A família da vítima manifestou alívio pela prisão preventiva, mas cobrou maior rigor do Judiciário nos próximos passos do processo. O adolescente, segundo familiares, segue com acompanhamento médico e psicológico para recuperação dos traumas causados pela agressão.
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