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Plantão Policial

Servidora de Santa Helena é investigada por suposto desvio de mais de R$ 150 mil em fianças

A irregularidade foi detectada após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) identificar diferenças entre os valores arrecadados e os repasses que deveriam ter sido feitos ao Poder Judiciário.
Servidora de Santa Helena é investigada por suposto desvio de mais de R$ 150 mil em fianças. Foto: Reprodução

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Uma servidora comissionada da prefeitura de Santa Helena de Goiás está sendo investigada pela Polícia Civil suspeita de desviar mais de R$ 150 mil referentes ao pagamento de fianças na Delegacia de Polícia Civil do município. A irregularidade foi detectada após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) identificar diferenças entre os valores arrecadados e os repasses que deveriam ter sido feitos ao Poder Judiciário.

De acordo com o TJGO, a apuração teve início quando a Corregedoria solicitou à delegacia os comprovantes dos depósitos das fianças. Na conferência dos documentos, os auditores notaram que parte dos valores pagos por presos para obtenção de liberdade provisória não apareceu nas contas oficiais do Tribunal. As divergências motivaram comunicação ao Ministério Público e à polícia.

A servidora, que atuava no setor administrativo da delegacia há mais de cinco anos, foi exonerada do cargo pela prefeitura assim que a suspeita veio à tona. Ela responde pelos delitos em liberdade e a investigação está em andamento para apurar a extensão do suposto esquema e identificar eventual participação de terceiros.

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A Polícia Civil informou que analisa documentos e extratos bancários para reconstruir a movimentação financeira e detectou movimentações incompatíveis com os registros do TJGO. Agentes também trabalham para reunir depoimentos de responsáveis pelo recebimento de fianças e por procedimentos internos da unidade.

Procurada, a prefeitura de Santa Helena de Goiás confirmou a exoneração e disse colaborar com as investigações. O Tribunal de Justiça não divulgou detalhes sobre o montante exato detectado em cada período fiscal, alegando segredo de justiça enquanto as apurações são realizadas.

Especialistas ouvidos por este veículo destacam que fraudes contra o Judiciário, quando envolvem servidores ou colaboradores de unidades policiais, costumam ocorrer por falhas em controles internos e falta de cruzamento regular entre arrecadação e repasses. Eles recomendam auditorias periódicas, segregação de funções e controle bancário externo como medidas para reduzir risco de desvios.

A investigação prossegue e novas medidas poderão ser adotadas conforme a apuração avance. Este veículo continuará acompanhando o caso e atualizará a reportagem assim que houver novos desdobramentos ou posicionamentos oficiais.

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