A mãe dos irmãos Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6 anos, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, foi acionada pela Interpol após uma operação policial nos Estados Unidos resgatar 163 crianças vítimas de possível tráfico humano na Flórida. A organização colocou suas ferramentas de cooperação internacional à disposição para auxiliar nas buscas e na identificação dos menores, mas até o momento não há confirmação oficial de que os brasileiros estejam entre os resgatados.
O contato foi feito com a mãe, Clarice Cardoso, e com a advogada da família, Nathaly Moraes, pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal. A Interpol ofereceu suporte para ações de busca internacional, identificação e possível repatriação das crianças, caso sejam localizadas em outro país. Clarice foi convocada a se reunir com representantes da PF em São Luís nesta quarta-feira (9/9) para receber esclarecimentos e definir os próximos passos.
Allan e Ágatha desapareceram em janeiro de 2026, após saírem para brincar em uma comunidade quilombola de Bacabal. O caso ganhou repercussão internacional após a Operação Statewide Shield, realizada entre 17 e 21 de agosto na Flórida, resgatar 163 crianças e adolescentes, com idades entre 2 meses e 17 anos, vítimas de exploração infantil e tráfico de pessoas. Entre os resgatados, há vítimas de 12 nacionalidades diferentes, incluindo brasileiras, o que levantou a suspeita de que os irmãos maranhenses possam estar entre elas.
A advogada da família ressaltou que o apoio da Interpol não significa que as crianças tenham sido encontradas. Até agora, não há nenhum indício ou confirmação oficial de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças resgatadas na operação americana. A avó das crianças, Francisca Cardoso, disse manter a esperança de reencontro e acompanha a mobilização da família após o contato da Interpol.
A Polícia Civil do Maranhão informou que o caso passaria a contar com o suporte da organização internacional. O Consulado brasileiro acompanha a situação e as autoridades brasileiras estão em contato com as americanas para verificar a possibilidade de identificação das crianças brasileiras resgatadas.
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