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Tecnologia

Pesquisador de IA dá mais de 10% de chance de extinção humana na próxima década

A afirmação foi feita por Evan Hubinger, líder da equipe de testes de alinhamento da Anthropic, uma das empresas mais influentes do setor, com sede em São Francisco, nos Estados Unidos.

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Um dos principais pesquisadores de segurança em inteligência artificial (IA) do mundo fez um alerta que chamou a atenção global: há mais de 10% de probabilidade de a tecnologia levar à extinção da humanidade nos próximos dez anos.

A afirmação foi feita por Evan Hubinger, líder da equipe de testes de alinhamento da Anthropic, uma das empresas mais influentes do setor, com sede em São Francisco, nos Estados Unidos.

O alerta veio em 8 de setembro de 2026, em resposta a um post de um colega que havia deixado a empresa por preocupações semelhantes. Hubinger escreveu no X (antigo Twitter):

“Jacob está correto aqui — nós realmente acreditamos, de forma sincera, que a IA pode matar todos os humanos! Eu pessoalmente acho que há mais de 10% de chance disso acontecer na próxima década.”

Ele ainda admitiu que a Anthropic “não tem um plano para resolver o alinhamento para superinteligência e não está claramente no caminho certo para isso”.

Apesar do tom alarmista, Hubinger deixou claro que o risco representado pelos modelos de IA em uso hoje é considerado baixo. A preocupação do pesquisador está voltada para o futuro, caso a tecnologia evolua para níveis de superinteligência artificial (ASI) sem que antes seja garantido seu “alinhamento” com os interesses humanos.

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“Alinhamento” é o termo usado para descrever os esforços para fazer com que sistemas de IA ajam de acordo com os objetivos e valores humanos, mesmo quando se tornam muito mais capazes do que nós.

O comentário de Hubinger ganhou destaque após a renúncia de Jacob Coxon, também pesquisador de segurança na Anthropic, que acusou a empresa — e o setor como um todo — de “apostar com nossas vidas” ao priorizar velocidade de desenvolvimento em vez de segurança.

Ao endossar publicamente essa visão, Hubinger deu mais peso a um alerta que antes era mais comum em círculos marginais do debate sobre IA e agora ecoa no centro da indústria.

Embora Hubinger não tenha detalhado cenários específicos, especialistas ouvidos por veículos internacionais apontam caminhos possíveis para uma catástrofe, como:
– Sistemas de IA que escapam ao controle humano em áreas críticas, como defesa, infraestrutura e finanças.
– Corrida armamentista entre empresas e países, com foco em lançar produtos cada vez mais potentes sem garantias de segurança.
– Modelos que desenvolvem capacidade de auto-aperfeiçoamento e passam a agir de forma imprevisível.

A ideia central não é que a IA “queira” destruir a humanidade, mas que, se mal alinhada e extremamente poderosa, pode gerar consequências fatais como efeito colateral de seus objetivos.

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A declaração de um pesquisador de dentro de um dos principais laboratórios de IA do mundo intensificou o debate sobre:
– O ritmo acelerado de desenvolvimento de modelos cada vez mais capazes.
– A necessidade de freios, auditorias independentes e regulação mais rígida.
– A transparência das empresas sobre seus planos de segurança para superinteligência.

Até o momento, Hubinger não apresentou um roteiro técnico detalhado de como a extinção poderia ocorrer. Mas sua estimativa de probabilidade — mais de 10% em dez anos — e a admissão de que “não há um plano” para alinhamento de superinteligência na Anthropic foram suficientes para reacender o temor de que a corrida pela IA esteja ocorrendo sem as devidas garantias de segurança.

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