A Polícia Civil (PC) realizou a prisão nesta quinta-feira (11) em Goiânia de quatro homens suspeitos de integrarem uma associação criminosa que furtava motocicletas e depois as revendia como se tivesse sido adquiridas em leilões. Conforme as investigações, o grupo criminoso contava com “ampla divisão de tarefas” e agia no furto, adulteração e alienação das motocicletas.
As investigações tiveram início após a PC através da Delegacia de Furtos e Roubos (Derfvra), tomar conhecimento do furto de duas motocicletas em Goiânia, no final de 2021, e que foram adulteradas para aparentarem terem sido adquiridas em leilão.
Conforme o delegado da PC, Alexandre Netto, a polícia constatou que os crimes haviam sido cometidos por uma associação criminosa que “dividia tarefas” a seus membros: Enquanto alguns dos criminosos ficavam com a função de furtar as motocicletas, outros ficavam responsáveis por adulterar, receptar e até por fabricar placas falsas.
Ainda de acordo com o delegado, os tipos preferidos dos criminosos eram motos mais simples, que são comumente procuradas em leilão. Porém, o delegado destaca que há a suspeita de que os compradores já tinham ciência de que havia algo errado com os veículos.
“Esses terceiros de boa-fé [compradores] não estão tão de boa-fé assim, porque eles sabem que aquelas motos que seriam proveniente de leilão com o chassi raspado não podem circular. São usadas para retiradas de peças”, pontuou.
Netto informou que dois furtos foram identificados em Goiânia, mas que os suspeitos podem ter cometido diversos outros crimes do mesmo tipo.
O inquérito está na fase de conclusão e deve ser remetido ao Poder Judiciário em breve. Eles devem responder por associação criminosa, receptação qualificada, furto de veículo automotor e adulteração de identificação de veículo automotor.
A segunda fase
Na ocasião da primeira fase operação, que aconteceu em maio deste ano quatro foram presos. São eles: Diennyfer Natali, Carlos André, Vitor Lopes e um quarto que não teve a identidade divulgada. Eles respondem em liberdade.
Ontem (11), na segunda fase, outros quatro foram capturados: Paulo Antônio da Silva, Hugo Mendes da Silva, Wellington Pereira Alves e Caio Henrique Pereira Machado.
A imagem e qualificação dos investigados foram divulgadas com fulcro no despacho da autoridade policial que preside o inquérito, em consonância com a Lei nº 13.869/2019 e Portaria nº 547/2021– PC, visando informar a comunidade, identificar eventuais outros envolvidos e, principalmente, vítimas que possam trazer mais elementos de prova.
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