O vizinho apontado como suspeito de matar o cantor Alan Tons, de 26 anos, e Larissa Rodrigues, de 23, na madrugada de domingo (11), em Ceilândia, no Distrito Federal, foi identificado como João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos. Ele foi preso em flagrante no mesmo dia do crime e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira (12).

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a motivação do duplo homicídio estaria ligada a vingança. João Victor é acusado de agredir com frequência a própria companheira e teria sido repreendido por Alan, que defendia a mulher do vizinho em episódios anteriores de violência doméstica.
Alan e Larissa moravam em um lote com várias kitnets, na QNM 22, em Ceilândia, o mesmo local onde João Victor vivia com a companheira. Segundo a investigação, o casal costumava intervir nas brigas e acionar a polícia para denunciar as agressões.
João Victor já havia sido preso em flagrante duas vezes, em março e setembro deste ano, por crimes praticados contra a companheira. Após ser retirado da kitnet onde morava, ele teria passado a ameaçar os vizinhos, incluindo Alan e Larissa.
De acordo com testemunhas, diversos disparos foram efetuados contra o casal por volta das 2h50, pouco depois de Alan e Larissa retornarem de um show em um bar da cidade. Uma câmera de segurança registrou o momento dos tiros, e foram ouvidos 19 disparos em sequência.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada por volta das 9h30 e encontrou as vítimas já sem vida dentro da residência. O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), que conduz as investigações.
João Victor se apresentou à 15ª DP no fim da tarde de domingo, acompanhado de um advogado, e negou ter cometido o crime. Ele alegou que estava em uma distribuidora de bebidas e em um bar na hora dos disparos, mas a versão foi descartada pela PCDF após contradições entre o relato, imagens de câmeras e depoimentos de mais de oito testemunhas.
Durante audiência de custódia, nesta segunda-feira (12), a Justiça manteve a prisão do suspeito e converteu a prisão em flagrante em preventiva.
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