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Operação Destroyer

Operação Destroyer bloqueia mais de R$ 470 milhões de facções

Operação Destroyer mira recursos de facções criminosas
OPERAÇÃO

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A Operação Destroyer já bloqueou mais de R$ 470 milhões vinculados a facções criminosas em Goiás. Iniciada em 2023, a estratégia de combate ao crime organizado soma mais de 860 medidas judiciais cumpridas em 18 fases. A ação mais recente, realizada nesta quinta-feira (08), resultou em 11 prisões e na apreensão de drogas, armas de fogo e munições.

O bloqueio de recursos busca enfraquecer financeiramente as organizações criminosas, dificultando o financiamento do tráfico de drogas, a manutenção de estruturas de apoio e a expansão das atividades ilícitas. A estratégia combina investigações de longo prazo, prisões, apreensões e atuação integrada das forças de segurança.

Operação Destroyer mira recursos de facções criminosas

O enfrentamento financeiro é um dos principais eixos da operação. Ao atingir o patrimônio e os valores vinculados aos grupos investigados, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) busca comprometer a capacidade de atuação das facções.

As medidas de bloqueio se somam às ações policiais realizadas em diferentes regiões do estado, com foco na identificação de lideranças, fornecedores, distribuidores de drogas e operadores financeiros.

O governador Daniel Vilela destacou os resultados acumulados pela operação.

“A maior operação contra facções criminosas da história de Goiás continua. A Destroyer já bloqueou quase R$ 500 milhões das facções criminosas, asfixiando o coração financeiro do crime organizado”, afirma o governador Daniel Vilela.

“A vida de bandido em Goiás só piora. Aqui, é tolerância zero contra o crime.”

Nova fase resulta em 11 prisões

Denominada Domini Veteres, a 18ª fase da Operação Destroyer teve como alvo uma rede de fornecimento e distribuição de drogas entre Goiânia e a cidade de Goiás.

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A ação mobilizou 50 policiais civis para o cumprimento de 19 ordens judiciais, sendo dez mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão.

Todos os mandados de prisão foram cumpridos. Durante as buscas, outra pessoa foi presa em flagrante com drogas, elevando para 11 o número de detidos. Também foram apreendidas armas de fogo e munições.

A investigação começou após uma prisão realizada em 2026. Com autorização judicial, a análise de dados de um celular apreendido revelou conexões entre fornecedores de drogas em Goiânia e responsáveis pela distribuição dos entorpecentes na cidade de Goiás.

Segundo a Polícia Civil, três suspeitos, dois deles irmãos, eram responsáveis pelo envio das drogas da capital para o município. Outros sete investigados atuavam na distribuição e revenda dos entorpecentes.

A operação foi conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 4ª Delegacia Regional de Polícia.

Investigações integradas ampliam combate ao crime organizado

Desde 2023, a Operação Destroyer desenvolve investigações de longo prazo para identificar as estruturas das organizações criminosas e as conexões entre seus integrantes.

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O trabalho envolve delegacias especializadas, grupos de repressão ao narcotráfico e unidades regionais da Polícia Civil. As investigações também ultrapassaram as divisas de Goiás, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e de polícias civis de outros estados.

A integração permite aprofundar as apurações a cada nova fase, alcançando não apenas os responsáveis pela comercialização de drogas, mas também os integrantes que coordenam o abastecimento e a movimentação financeira das facções.

O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, explica que as investigações são complementares.

“São operações que não são estanques. Elas estão interligadas umas às outras, com o objetivo de promover o desmantelamento dessas facções criminosas”, explica.

Com 18 fases realizadas, a Operação Destroyer mantém o foco na identificação e desarticulação das redes de distribuição de drogas e das estruturas financeiras que sustentam o crime organizado em Goiás.

Fonte: Agência Goáis de noticia

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