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Opinião

A riqueza de Kairós

A felicidade não como a conquista material ou a imposição do ter, mas de viver com a consciência amiga de todos, até mesmo do relógio.
Paulo Hayashi Jr. - É Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp. 

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O tempo, na antiguidade, não era contado somente de forma linear e progressiva. Havia um tipo especial de tempo chamado Kairós que era o momento qualitativo, pessoal e que constituía momentos memoráveis. Por meio da vivência de Kairós, o ser humano colecionava períodos especiais que rompiam com imposição do período cronológico e constituía em refúgios e afagos na existência. Viver de forma a ter boas memórias e de ter guardado consigo tempos pessoais representava maneira salutar de se proteger contra os empecilhos e obstáculos da vivência. O que evita entrar em depressão e de perceber o sentido da vida. Esforçar-se para se juntar a Kairós, seja em ocasiões familiares, seja no cotidiano do trabalho era um modelo de vida feliz.

A felicidade não como a conquista material ou a imposição do ter, mas de viver com a consciência amiga de todos, até mesmo do relógio. As ocasiões, festas e momentos do ano podem acontecer de modo estruturado nas datas fixas do calendário ou até mesmo, em transformar o dia a dia em eventos significativos de amor, tolerância e bondade.

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Quem opera no modo Kairós sabe da transitoriedade da vida e que é essencial deixar de lado o ego e o orgulho para se alinhar com uma convivência agradável. É estar no mundo, mas não se perder nele. Sabendo que a existência é uma experiência para aquisição dos conhecimentos e do amor para acender as luzes internas que permita iluminar o bem geral. Ser discípulo do mestre Jesus é ser amigo do próprio tempo, universo, mente e coração.

Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp. 

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