Opinião

A Segunda Carta aos Tessalonicenses

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Esta pequena Epístola foi motivo de grande debate entre os estudiosos. Como ela tem grande semelhança com a primeira carta, houve críticos que suspeitaram que fosse uma obra de algum falsário que se inspirara em São Paulo e copiado seu estilo. Já, muitos outros acharam que seria mais simples supor que Paulo quisesse melhorar seu ensinamento escatológico. As duas cartas não se contradizem, mas se complementam.

Comparando as duas cartas, percebe-se que embora a comunidade tenha conseguido superar alguns problemas, outros exigiram que Paulo, Silas (Silvano) e Timóteo escrevessem mais uma vez para ajudar aquela comunidade a caminhar.

Na segunda carta os autores nos levam a crer que os tessalonicenses estavam perturbados com a vinda de nossa Senhor Jesus Cristo e, com isso, deixaram-se enganar por aqueles que, aproveitando a situação, semearam confusão na comunidade, levando-os a crer que o fim estava próximo e não haveria mais nada a fazer, a não ser esperar o grande acontecimento, deixando para Deus a solução de todos os problemas que afligiam a comunidade. Algo que ainda vemos hoje e que Paulo esclareceu: irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e ao nosso encontro com ele, pedimos a vocês o seguinte: não se deixem perturbar tão facilmente! Nem se assustem, como se o Dia do Senhor estivesse para chegar logo, mesmo que isso esteja sendo veiculado por alguma suposta inspiração, palavra ou carta atribuída á nós. Não se deixem enganar de nenhum modo” (2Ts 2,1-3).

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Na segunda carta não aparece mais a preocupação da comunidade em relação às pessoas já falecidas. A preocupação, agora, é com os vivos e com o modo pelo qual resistem a tudo o que os oprime.

Na primeira carta, os autores haviam orientado a comunidade a viver em paz e trabalhar com as próprias mãos para levar uma vida honrada e não precisar da ajuda de ninguém (1Ts 4,11-12). Ao que parece, eles não seguiram esses ensinamentos, pois Paulo os lembra que: não recebemos de graça o pão que comemos, antes trabalhamos para não sermos pesados a nenhum de vós, não que não tivéssemos direito, mas para dar-vos exemplo. E, quem não quer trabalhar, que também não coma.

Em Tessalônica, os que aderiram à proposta do Evangelho sofriam perseguição por porte de uma sociedade desigual e injusta. Com isso descobriu-se que o sofrimento não vem de Deus, e sim, das pessoas que desejam vida fácil e liberdade para si próprio, mas não para os outros: Deus fará o que é justo, vai mandar tribulações para aqueles que os oprimem, e a vocês, que são agora oprimidos, como também a nós, ele dará descanso. Quando o Senhor Jesus vier do céu com seus anjos poderosos, em meio a uma chama ardente, virá para vingar-se daqueles que não conhecem a Deus e não obedecem ao Evangelho do Senhor Jesus. O castigo deles será a ruína eterna, longe da face do Senhor e longe do esplendor da sua majestade. Nesse dia, o Senhor virá para ser glorificado na pessoa de seus santos e para ser admirado em todos aqueles que acreditaram. E vocês acreditaram em nosso testemunho (2Ts 1,6-10).

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Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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ARTIGO

O Professor venceu!

Existe um ditado popular que diz que a única coisa que não pode ser tirada de alguém é o conhecimento.

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Este artigo inicia-se com uma das mais inspiradoras frases da poetisa e escritora goiana Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

Um bom professor representa tanto na vida de uma pessoa, que em regra seus ensinamentos perpetuam nas lembranças daquele(a) que os receberam, trazendo ao aluno paz e confiança para executar o que aprendeu.

Existe um ditado popular que diz que a única coisa que não pode ser tirada de alguém é o conhecimento. Se analisarmos bem as entrelinhas desse ditado perceberemos que o conhecimento é uma das coisas mais valiosas que uma pessoa pode ter, entretanto, só pode ser viabilizado se ensinado por alguém. E esse alguém, que transfere conhecimento, informações, know how, carisma, empatia e solidariedade, é o Professor. Sim, Professor com P maiúsculo, para destacar o tamanho e a importância deste profissional, que é subdimensionado em relação ao tamanho social que deveria ter.

São esses profissionais que, muitas vezes, acabam extrapolando suas funções e passam a fazer parte da criação de crianças e adolescentes, contribuindo significativamente com a formação desses jovens, somando assim para que determinada criança ou adolescente possa quebrar paradigmas estruturais e familiares, e assim representar uma evolução espiritual, social e intelectual em relação aos seus antecedentes.

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Professor é inspiração, é satisfação, é evolução e também realização.

Que o dia 15 de outubro seja significativo o suficiente, não apenas para que as pessoas possam fazer postagens parabenizando os professores em suas redes sociais, mas que também possa inspirar a reflexão de todos em relação à importância desta atividade, dedicada com tanto amor e carinho por tantos, mas que nem sempre tem o seu valor reconhecido.

Lembre-se: não existe o médico, o engenheiro, o arquiteto e o advogado se não existir o professor.

A educação é o futuro da sociedade e é ela que pode fazer com que mudemos tudo aquilo de errado que vivemos no presente. O professor é a peça fundamental para o funcionamento bem-sucedido desta educação.

Pensem nisso!!

Diego Amaral é advogado e professor

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