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A União Europeia quer acordo com o Mercosul?

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Mercosul e União Europeia são dois blocos econômicos formados por países tanto da América do Sul como da Europa, que se comprometeram, por meio de uma avença em comum, a harmonizar um conjunto de ações que visem proporcionar o bem-estar de toda a população dos países que compõem essas duas instituições produtivas em nível internacional.

Esses dois conjuntos de países ligam um agregado de mais de quinhentos milhões de pessoas que dão sustentação a um consumo econômico diário que proporciona trabalho, salário e segurança social a muitos trabalhadores em ambos os blocos.

Esses dois blocos, há muito tempo, mais de vinte anos, vêm trabalhando na proposta de uma ação laborativa conjunta que visa proporcionar uma integração econômica que aponta para edificar uma melhora de vida econômica para todos os que neles estão integrados.

Integrar mais de trinta países, com línguas, aspirações e interesses diferentes, em direção a uma só proposta de vida econômica e social única, não é fácil, simples ou natural! Conjugar interesses, motivações políticas e dinâmicas de vida é algo hercúleo.

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Um acordo econômico dessa dimensão é muito importante para os dois blocos na medida em que põe em ação o parque industrial de todas as nações envolvidas no processo, promovendo empregabilidades de profissionais de todas as áreas, gerando renda, equilíbrio social, prosperidade e satisfação para todos os envolvidos.

Infelizmente, o acordo entre os dois blocos, está começando a ser ameaçado por posicionamentos políticos que desprezam as obrigações que ele visa entrar em ação!

Há países europeus que resolveram se posicionar contra o governo brasileiro e começam a boicotar o acordo atentando que o Brasil, não está dando a atenção que o meio ambiente merece e, por essa razão, se propõem a não consumir os produtos produzidos no Brasil.

A desistência da não continuidade de pôr em ação esse acordo econômico prejudica muito mais a combalida Argentina que está em frangalhos, a Venezuela dispensa comentários, o Paraguai que não produz um simples palito dentário e assim por diante, dentre outras considerações.

Qual o porquê da União Europeia olhar só para o Brasil e desprezar a Argentina?  Venezuela? Essa postura econômica deixa claro o que é isso que se pretende chamar de União Europeia?

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O desemprego e suas implicações sociais não chegam a sensibilizar os gestores da UE no Mercosul?

Cícero Carlos Maia é professor

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A motivação à “Fratelli Tutti”

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O Papa Francisco emitiu, no último 3 de outubro, a Carta Encíclica “Fratelli Tutti, Sobre A Fraternidade E A Amizade Social”. O papa franciscano, na véspera do dia do santo, lembrou a saudação usual “Fratelli Tutti”, como escrevia São Francisco de Assis quando se dirigia a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho.

Dos muitos conselhos do Santo, o Papa quer destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço, uma fraternidade que permite reconhecer, valorizar e amar todas as pessoas independentemente de onde nasceu ou habita (1).

O Papa foi inspirado por um episódio que mostra o coração sem fronteiras de São Francisco, acontecido há oitocentos anos, a sua visita ao Sultão Malik-al-Kamil, no Egito. Apesar de sua pobreza, da distância e das diferenças de língua, cultura e religião. Em um momento histórico marcado pelas Cruzadas, teve a mesma atitude que pedia aos seus discípulos: sem negar a própria identidade, quando estiverdes entre sarracenos e outros infiéis, não façais litígios nem contendas, mas sede submissos a toda a criatura humana por amor de Deus (3).  Em um mundo cheio de torreões de vigia e muralhas defensivas, em que as cidades viviam guerras sangrentas entre famílias poderosas, ao mesmo tempo que cresciam as áreas miseráveis das periferias excluídas (4).

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Se Bartolomeu, o Patriarca ortodoxo que propunha com grande vigor o cuidado da criação, inspirou o Papa na redação da Laudato si, para esta Encíclica, foi o Grande Imã Ahmad Al-Tayyeb, que o Papa encontrou em Abu Dhabi. Esta encíclica reúne e desenvolve grandes temas expostos no documento que assinaram juntos. E também as muitas cartas e documentos com reflexões que o Papa recebeu de tantas pessoas e grupos de todo o mundo (5).

O Papa não pretende resumir a doutrina sobre o amor fraterno nesta Encíclica, mas detêm-se na sua dimensão universal, na sua abertura a todos. Antes, considera esta encíclica social como uma humilde contribuição para a reflexão, a fim de que, perante as várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras, de tal maneira que a reflexão se abra ao diálogo com todas as pessoas de boa vontade (6).

Quando estava a redigir esta carta, irrompeu de forma inesperada a pandemia da Covid-19 que deixou a descoberto as nossas falsas seguranças. Por cima das várias respostas que deram os diferentes países, ficou evidente a incapacidade de agir em conjunto. Apesar de estarmos superconectados, verificou-se uma fragmentação que tornou mais difícil resolver os problemas que afetam a todos. Se alguém pensa que se tratava apenas de fazer funcionar melhor o que já fazíamos, ou que a única lição a tirar é que devemos melhorar os sistemas e regras já existentes, está a negar a realidade (7).

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Diz o Papa: Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

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