Duas notícias recentes envolvendo universidades servem para ilustrar o que se quer para o futuro. A primeira notícia foi o anúncio de investimento de 160 bilhões de euros para universidades e pesquisas… Mas isso não foi no Brasil, foi na Alemanha. E a ministra da Educação disse que é para garantir a prosperidade da Alemanha no longo prazo.
Por aqui, nas terras de Pindorama, foi alçado um ministro da Educação que não sabe escrever, mas se julga apto a considerar professores cientistas como baderneiros. Sei lá, depois da “baderna”, eles devem trabalhar um pouquinho.
Veja só! Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram uma substância nos ipês-roxos e que apresentam toxicidade menor que as do mercado. O ipê-roxo é uma árvore da Mata Atlântica brasileira muito bonita. Sua fama como remédio natural já era conhecida por qualquer paulista do interior.
A pesquisa do ipê foi finalista do prêmio Octavio Frias de Oliveira na categoria inovação tecnológica em oncologia, edição 2019. Esse prêmio é uma iniciativa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), em parceria com o Grupo Folha – tinha que ser esse jornal… será que é “fake news”? Só para os bobinhos -. A patente do remédio foi registrada também nos Estados Unidos da América com ajuda da Universidade do Texas.
Essa pesquisa também gera uma grande “balbúrdia” no país ao mostrar como a biodiversidade e a ciência brasileira são imprescindíveis ao país. Observem que no mundo, 60% das drogas utilizadas no tratamento de câncer vêm de produtos naturais e nenhuma é da biodiversidade brasileira, que representa cerca de 20% da biodiversidade mundial… Será que nossos políticos entenderam a importância de ter um verdadeiro patriota no Ministério do Meio Ambiente?
Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano
















































