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Aliados de Cachoeira buscam comando nacional de partido

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De olho em mais espaço político, o ex-vereador de Goiânia Wladmir Garcêz e o advogado Nilson Pedro da Silva, amigos e antigos aliados do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, articulam para se tornar dirigentes nacionais do PHS. A nomeação ocorreu depois que o goiano Eduardo Machado retornou à direção nacional do partido e é alvo de críticas e ações judiciais, inclusive com suspensão da ata, em meio ao embate entre dois grupos da sigla.

Wladmir, que permanecia no PSDB depois do caso Cachoeira – em que foi condenado a sete anos de prisão, mas recorre da decisão – admite que mudou de sigla em busca de maior espaço político. “Mudei por questão de oportunidades, para tentar uma nova frente política, procurar novos ares, novos rumos, procurar fazer novas coisas”, afirmou Wladmir, negando que ele próprio tenha intenção de disputar eleições.

Eduardo adianta um dos planos para as eleições municipais: lançar a sobrinha de Wladmir, a vereadora Sabrina Garcêz, hoje no PTB, para chapa majoritária à Prefeitura de Goiânia – candidata a vice ou a prefeito.

Em meio ao racha interno e à disputa judicial pelo comando nacional, Eduardo Machado disse que, diante das traições de correligionários, teve de “construir novos aliados”, por isso convidou Wladmir e pediu que ele indicasse mais um integrante para o Conselho Gestor Nacional. O ex-vereador então sugeriu Nilson Pedro, que foi nomeado também vice-presidente nacional do PHS, e que Eduardo diz conhecer pouco.

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“Sou amigo do Wladmir há muitos anos. Ele é um grande articulador e é da minha confiança”, diz Eduardo. Questionado se não é um desgaste para o partido a nomeação de um nome alvo de denúncias e com condenação, o presidente disse que não: “Acho que não é importante. Tanto que está aí solto”.

A nomeação foi o primeiro ato de Eduardo Machado depois de reassumir o comando nacional, mas a ata foi derrubada liminarmente na Justiça em pedido feito pelo grupo do ex-presidente, o deputado federal Marcelo Aro (MG). O grupo do atual presidente recorreu ao Superior Tribunal de Justiça na semana passada e aguarda decisão. Se for favorável, Wladmir e Nilson podem iniciar o trabalho como dirigentes.

De acordo com os aliados de Marcelo, o fundo partidário garante em torno de R$ 1 milhão por mês ao diretório nacional do PHS. Durante o caso Cachoeira, Nilson foi advogado do empresário Walter Paulo Santiago, hoje vice-prefeito de Senador Canedo e que teve de explicar à época o fato de ser proprietário da casa em que Cachoeira foi preso – comprada do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

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Nilson atuou também em auxílio a defesa do contraventor e da mulher dele, Andressa Mendonça. Em 2016, Cachoeira apresentou como local de trabalho para pedido de prisão domiciliar uma casa no Parque das Laranjeiras, onde funcionaria um escritório de advocacia em que atuava Nilson Pedro.

Já Wladmir foi apontado como braço-direito e principal articulador político do grupo de Cachoeira. Atualmente dono de um restaurante no Setor Marista, ele se mantém em articulações políticas, especialmente em favor da sobrinha, que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Goiânia.

 

Vaivém

Eduardo Machado está em conflito no partido desde abril do ano passado. Foi afastado duas vezes antes de agora retomar à direção.

Nas eleições municipais de 2016, sob o comando dele o PHS foi o partido que mais cresceu proporcionalmente em votos no País. O salto foi de 316 mil votos em 2012 para 945 mil votos. Em prefeituras, subiu de 16 para 36.

Agora em crise, o partido não conseguiu atingir a cláusula de barreira e articula fusão com outra sigla – Podemos, DC ou PMN. A reportagem tentou contato com Nilson Pedro, mas ele não atendeu.

O Popular

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