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Projeto passará por nova apreciação do Senado

Câmara aprova projeto de lei que exige sigilo sobre condição de pessoas com HIV, hepatites, hanseníase e tuberculose

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (21), um projeto de lei que determina a preservação do sigilo sobre a condição de pessoa vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), com os vírus das hepatites crônicas (HBV e HVC) ou com hanseníase ou tuberculose.

O texto teve origem no Senado, por onde passará novamente para nova apreciação, pois foi modificado pelos deputados.

“No Brasil, há cerca de 1 milhão de pessoas que vivem com HIV. Nós temos cerca de 73 mil novos casos por ano de tuberculose e 28 mil novos casos por ano de hanseníase. São pessoas que esperam ansiosas que o fato de ser diagnosticado não signifique a exposição dessa situação, que não comprometa sua situação de trabalho, que não prejudique o trabalho dos profissionais de saúde”, argumentou o relator do texto, deputado Alexandre Padilha (PT-SP).

A proposta prevê a proibição da divulgação, por agentes públicos ou privados, de informações que permitam a identificação das pessoas com esses vírus ou doenças também no âmbito da administração pública, da segurança pública, de processos judiciais e da mídia escrita e audiovisual. O sigilo deverá ser mantido tanto em serviços de saúde quanto escolas e locais de trabalho.

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O projeto ainda estabelece que o atendimento nos serviços de saúde, públicos ou privados, deve ser organizado de forma que não permita a identificação da condição da pessoa que vive com infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus das hepatites crônicas (HBV e HVC), Hanseníase e Tuberculose pelo público em geral.

O descumprimento da lei prevê punição com penas previstas na Lei de Proteção de Dados (Lei 13.709/18), como advertência e multa, além da obrigação de indenizar a vítima por danos materiais e morais.

As penas e a indenização serão aplicadas em dobro se o sigilo for quebrado com a intenção de causar dano ou ofensa por parte de agentes que, por força de sua profissão ou do cargo que ocupam, estão obrigados a guardar essa informação.

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