Pesquisar
Close this search box.
cardume

Cardume de peixes cerca barco no Rio Araguaia e impressiona turistas em Luiz Alves

João Neto relatou que conduzia turistas de Minas Gerais em uma pescaria de piraíbas e pirararas quando se deparou com o fenômeno.

publicidade

Um grande cardume formado principalmente por curimatas, matrinxãs e piaus-cabeça-gorda cercou uma embarcação no Rio Araguaia, no trecho próximo à ponta da Ilha do Bananal, e chamou a atenção de turistas durante uma pescaria na região de Luiz Alves, distrito de São Miguel do Araguaia (GO). As imagens do episódio foram divulgadas pelo guia e pescador ribeirinho João Neto, de 55 anos, conhecido nas redes sociais como João Neto do Araguaia.

Segundo o guia, o aglomerado de peixes chegou a se estender por cerca de 200 metros, embora estivesse distribuído em diferentes pontos do rio a aproximadamente 60 quilômetros de Luiz Alves. Além das espécies citadas, o grupo incluía cacharas (também chamadas de pintados em outras regiões) e outras espécies típicas do Araguaia.

João Neto relatou que conduzia turistas de Minas Gerais em uma pescaria de piraíbas e pirararas quando se deparou com o fenômeno. Ele afirmou que, apesar do impacto visual para quem não conhece o rio, cenas como essa são relativamente comuns no Araguaia neste período do ano, quando os peixes iniciam a subida pelo curso d’água.

Leia Também:  Grande Feirão de Empregos Bretas é realizado nesta quarta-feira, 24

O guia explicou que os cardumes costumam passar por localidades como Luiz Alves, Bandeirantes e Cocalinho, podendo alcançar até Aruana, dependendo das condições climáticas e do nível das águas.

Especialistas relacionam fenômeno ao “estouro do boto”

O biólogo Edson Abrão explicou que o chamado “estouro do boto” ocorre sobretudo durante a estação seca, quando o nível dos rios cai e os peixes se concentram em áreas menores. Nessa situação, os botos adotam comportamentos coordenados para encurralar os cardumes, facilitando a captura.

Abrão observou que o fenômeno costuma ser registrado entre julho e setembro, mas já tem aparecido em junho em algumas localidades onde o período seco começou mais cedo. Além do papel na alimentação, a disponibilidade de peixes é fundamental para a reprodução dos botos: as fêmeas precisam acumular reservas energéticas para uma gestação que varia entre 10 e 13 meses e para o cuidado dos filhotes, que pode durar até cinco anos.

O biólogo também alertou para a redução da população de botos nas últimas décadas, ressaltando a importância de monitoramento e de medidas de conservação na região do Araguaia.

Leia Também:  Com nova redução de assassinatos, Goiás está entre os Estados menos violentos do Brasil

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade