Opinião

Como surgiu o Dia do Estudante de Direito?

A educação pede socorro, e iniciativa desta espécie sempre será bem-vinda em um país que carece de incentivos na educação, incentiva novos alunos a matricularem-se no curso de graduação, evita a evasão escolar no âmbito do Ensino Médio (concedendo esperança àqueles que querem avançar nos estudos) e prestigia faculdades e docentes que estão inseridos na lida acadêmica.

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Leandro Borba Ferreira Nascente é advogado

Tudo começou pela Igreja Católica, quando quis homenagear Santo Ivo (Ivo Hélory de Kermantin), considerado o “advogado dos pobres” e logo, seu legado o transformou em “padroeiro dos Advogados”.

O acadêmico de Direito é aquele que pretende munir-se de conhecimentos jurídicos seja para atuar nas diversas áreas do direito e muitas vezes apenas para tomar ciência dos seus direitos.

Como nas demais áreas do conhecimento, ser acadêmico de Direito não é tarefa simples, exige do estudante aplicado leituras constantes, seja do ordenamento jurídico como um todo e de mudanças legislativas e jurisprudenciais que ocorrem quase que diariamente.

No meu caso específico, não foi fácil cursar Direito no que se refere às idas e vindas para a faculdade, como utilizava condução coletiva, eram 4 viagens por dia. Já o estudo do Direito em si, sempre foi muito prazeroso estudar as matérias oferecidas no curso.

A dificuldade aumentou a partir do momento em que tomei posse em concurso público e conciliava estudo e trabalho, muitas vezes passava noites a fio estudando, mas valeu o sacrifício afinal, encontrei-me no Direito.

Encerrado os 5 anos de curso, fui aprovado no Exame da Ordem antes mesmo de colar grau, aliás, este ato foi feito em separado dos demais colegas que ainda não haviam passado na prova da OAB (colação de grau isolada, apenas com o Diretor do curso).

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A data é de suma importância, visto que prestigia não só o aluno do curso de direito, mas também profissionais da área, tais como: professores, faculdades e todos aqueles que se engajam no âmbito jurídico.

Uma das principais lições que obtive com o curso de Direito foi ter a ciência da distinção entre moral e ética, moral e direito, direitos humanos e direitos fundamentais, além de outros conhecimentos jurídicos imprescindíveis para a atuação prática, não é sem razão que prezo muito pelo estudo do direito material e formal (ou instrumental), ou seja, o primeiro cuida do direito em si de cada cidadão e o último cuida de como concretizar este direito (por meio de Códigos de Processos, onde contém o procedimento a ser adotado em situações específicas).

Todos os ramos do Direito são de inquestionável importância, pois atende a cada área específica, porém, a mais importante sem dúvida é o direito constitucional, que estuda nossa Constituição de 1988, onde contém os Direitos básicos de um Estado Democrático de Direitos.

À título de informação, a Câmara Municipal de Goiânia fez uma homenagem para estudantes e gestores de faculdades como UniGoiás, UniAraguaia, UFG e PUC Goiás. A proposta partiu do Vereador Denício Trindade, inciativa que vejo como grande, afinal, nada mais justo do que valorizar o trabalho de profissionais e alunos do Direito e demais áreas do conhecimento.

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A educação pede socorro, e iniciativa desta espécie sempre será bem-vinda em um país que carece de incentivos na educação, incentiva novos alunos a matricularem-se no curso de graduação, evita a evasão escolar no âmbito do Ensino Médio (concedendo esperança àqueles que querem avançar nos estudos) e prestigia faculdades e docentes que estão inseridos na lida acadêmica.

Sendo assim, justo é que o acadêmico de direito celebre a data de 19 de maio, é um momento ímpar para que possam parar e refletir o futuro da nação, pois não há solução para os males da sociedade sem a devida educação, sólida e apta a mudar os seus rumos.

Deixo aqui meus sinceros cumprimentos a todos os acadêmicos de direito, o futuro lhe aguarda com excelentes expectativas, pois o leque de opções é imenso, você pode prestar concursos públicos, partir para a área acadêmica (exercer a docência/professor), atuar no sagrado sacerdócio da Advocacia, etc.

Que você, aluno, logre êxito em sua empreitada e que consiga mudar os rumos deste país, sucesso a todos, votos extensivos às faculdades de direito e estimados docentes.

Leandro Borba Ferreira Nascente é advogado, militante em Goiânia e em todo território nacional. 

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ARTIGO

Chronoworking: como adotar o modelo de trabalho sem gerar riscos para sua empresa

Uma sugestão é começar aos poucos, utilizando esse modelo de trabalho para algumas funções inicialmente e depois, com o aprendizado, expandir para os demais. Fazer um big bang de mudanças de uma hora para outra tem um risco maior de causar muita entropia no sistema e os resultados não serem alcançados de início.

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Pedro Signorelli é especialista em gestão

Recentemente, uma tendência tem se destacado bastante no mercado internacional e vem ganhando espaço no Brasil: o chronoworking. Esse modelo consiste em adaptar o trabalho ao ritmo biológico de cada um, ou seja, você vai poder fazer suas tarefas no horário do dia em que se considera mais produtivo, seja de manhã, de tarde ou à noite.

No entanto, para que o chronoworking seja realmente viável, é necessário que o contexto atenda algumas premissas. Uma delas é saber trabalhar por resultados e para isso dar certo é fundamental existir confiança entre os integrantes do time, caso contrário, o risco de fracasso é grande.

As pessoas precisam ser accountable em relação aos seus pares, se sentindo responsáveis  perante os demais integrantes, sabendo que suas entregas, ou a falta delas, afeta a entrega dos colegas. Além disso, é preciso estar ciente de que os resultados são atingidos em time, não individualmente, em geral.

Outra premissa é que o trabalho e as tarefas devem poder ser desenvolvidos de maneira assíncrona. Sem dúvida, várias tarefas do nosso dia a dia requerem um alinhamento inicial, então de tempos em tempos será necessário que pelo menos haja uma intersecção entre os horários de trabalho dos integrantes do time para que estes alinhamentos síncronos necessários ocorram de maneira minimamente satisfatória para todos.

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Normalmente, a proximidade física entre os integrantes do time facilita o conhecimento mútuo, o trabalho em conjunto, a aceitação, a identificação de padrões de comportamento e formas de trabalhar. Por esse motivo, quando uma pessoa está com algum problema pessoal, isso pode afetar o trabalho. Mas se as pessoas estão juntas, é mais fácil perceber.

Por outro lado, o fato dos colaboradores ficarem menos tempo próximos pode jogar contra esta familiaridade, o que é capaz de impactar o desempenho da equipe de forma geral. A pessoa se sente menos parte de um time quando está fazendo as coisas do seu modo, na sua dinâmica individual, e com menor sintonia com os demais.

Se alguém propuser a adoção do chronoworking, creio que todos vão topar na hora, pois vão perceber valor para si. Quem não gostaria de evitar deslocamentos em grandes cidades? Mas considerar o impacto no todo é uma preocupação da liderança. Então, esta transição tem que ser bem estruturada e ter um sistema de gestão com acompanhamento de indicadores e alinhamentos que ajudem o time a entregar os resultados esperados.

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Uma sugestão é começar aos poucos, utilizando esse modelo de trabalho para algumas funções inicialmente e depois, com o aprendizado, expandir para os demais. Fazer um big bang de mudanças de uma hora para outra tem um risco maior de causar muita entropia no sistema e os resultados não serem alcançados de início.

Neste sentido, a gestão precisa ter transparência de objetivos, métricas claras a serem alcançadas, cadência, disciplina de execução e acompanhamento, pontos que se tornam indispensáveis em um contexto como esse.

Por isso, a primeira métrica de sucesso é avaliar se os resultados estão sendo alcançados. Em seguida, é importante entender como estão sendo alcançados, então métricas como satisfação do time e adesão à governança proposta são outros pontos em que a gestão deve ficar sempre atenta, para que não ocorra nenhum desequilíbrio.

Pedro Signorelli é especialista em gestão

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