Em entrevista a um jornal local, a coordenadora do cartório da Unidade Prisional de Ceres, Alessandra Marques, falou sobre a fuga de três detentos ocorrida na última quinta-feira (1/11), véspera do feriado de finados.
Segundo informou a coordenadora, os presos fizeram um buraco no teto da cela 7 da ala –B, onde foi utilizado um chucho, objeto artesanal pontiagudo, que foi confeccionado a partir de uma das camas da cela. Alessandra disse que é uma estrutura inapropriada para um estabelecimento prisional, “são falhas que vão sendo descobertas, infelizmente, na medida em que essas coisas vão acontecendo”, disse.
Após subir pelo teto, eles utilizaram um cordão de lençol que é chamado de Tereza.
A coordenadora contou ainda que os detentos se aproveitaram do momento crítico que é o horário de passagem, quando a unidade recebe os presos que estão no regime semiaberto. Ela informou que são dois agentes plantonistas responsáveis por 130 presos.
Às 20h, o portão que fica em frente à Avenida Bernardo Sayão, é aberto para receber os detentos que estão no semiaberto, os quais, antes de retornarem às celas de origem, são revistados um a um, sendo, este, um momento de muita fragilidade.
A coordenadora falou ainda que não houve refém e que os detentos não colocaram fogo em nenhum objeto. Um agente fez um disparo de um alerta na tentativa de intimidá-los na hora da fuga, dois deles que tinham a intenção de fugirem, voltaram para o interior da cela, um outro detento que chegou a fugir, foi recapturado pela Polícia Civil que fazia a entrega de uma mulher que havia sido presa e ressaltou que não houve troca de tiros, como comentado pelas cidades de Ceres e Rialma.
“A falha na estrutura, infelizmente é uma realidade no sistema prisional brasileiro como um todo. Neste caso da unidade de Ceres, na medida em que as falhas vão surgindo, da pior forma, como foi o caso da fuga, elas vão sendo sanadas, na medida que pode e com apoio do Judiciário e do município”, ponderou Alessandra.
Alessandra Marques, falou sobre o efetivo que humanamente é impossível, pois existe apenas um agente prisional para olhar 55 presos, e que no horário das 20h, é a hora que os presos do semiabertos estão retornando para celas. Hoje, a unidade conta com 20 semiabertos, 10 aberto e 100 no regime fechado.
Com informações: Jornal Populacional













































