Covid-19 e o aumento de juros pelos bancos

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 A recente onda de surto epidêmico causado pelo Covid-19, com início da crise na China, onde se espalhou do continente Asiático para o oriente médio, posteriormente para a Itália, Europa, América do Norte e, por fim, atingindo a América do Sul.

A facilidade com que o vírus se espalha nas grandes metrópoles, além da alta taxa de mortalidade que a doença causa aos maiores de 60 anos de idade, tem preocupado a classe política, a ponto de colocar cidades, estados e até países em estado de quarentena, proibindo a circulação de pessoas, bem como o funcionamento do comércio e indústria locais.

A incerteza sobre a magnitude da crise provocada pelo Covid-19 não exime os Governos: na verdade, obriga-os a lançar mão de um conjunto de ações voltadas a impedir ou, ao menos, tentar minimizar a recessão na economia pela paralisação das atividades econômicas pelo período de quarentena.

Em 23 de março de 2020, o Banco Central anunciou injeção de 1,2 trilhão de reais na economia, aumentando a liquidez do Sistema Financeiro Nacional, com o objetivo de garantir que as instituições financeiras tenham recursos para atender as demandas de mercado.

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Na prática, com a ausência de caixa as empresas não têm alternativas senão se socorrerem aos bancos. Estes, que por sua vez, receberam subsídios do governo para reanimar a economia e garantir recursos às empresas, veiculam em mídias das mais variadas a redução de juros, além de prorrogação de prazo para pagamento de empréstimos, sem a cobrança de multa e  juros, em uma ação solidária para tentar salvar a economia global.

Contudo, para surpresa dos correntistas (pessoa física e jurídica), a propaganda veiculada nas mídias sociais não estão sendo cumpridas pelos bancos, pois na prática, os clientes tem relatado a redução do prazo dos contratos de capital de giro, além do aumento de juros, contrariando a propaganda veiculada nas mídias sociais.

Empresas que se viram afetadas pelo impacto da pandemia na economia, necessitando de crédito para pagamento de funcionários e contas irremediáveis, sentem-se obrigadas a assinar contratos para garantir o crédito rotativo e assim não terem que optar pela demissão em massa, ou até mesmo fechar as portas.

Nesse cenário, os escritórios de advocacia estão sendo acionados para lidar com esta situação, pois os bancos estão subindo os juros e diminuindo o tempo para pagamento, sufocando as empresas, indo contra os preceitos basilares da legislação civilista.

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O aumento arbitrário de juros em momentos como os de hoje, com a decretação de calamidade pública, determinação de fechamento do comércio e indústria, além da quarentena imposta pelos governadores e prefeitos, tornam a ação dos bancos oportunista e ilegal, violando diversos princípios como a boa-fé contratual, proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, além de permitir a revisão judicial dos contratos por onerosidade excessiva.

Em alguns casos, as empresas estão ingressando com medidas judiciais para revisão dos contratos por onerosidade excessiva, pleiteando pedidos liminares para que os bancos sejam forçados pelo judiciário a manter os juros no mesmo patamar fixado antes da crise pela pandemia, evitando a quebra das empresas e a demissão em massa dos funcionários. 

Fabio Boni, especialista na área cível da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados

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A importância da saúde física, mental e alimentação

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Como a alimentação influencia nossa saúde física e mental?  A maneira como a gente se alimenta e a frequência com que a gente se exercita podem influenciar drasticamente nossa saúde mental e física.

Este artigo vai tratar sobre a importância da combinação entre melhorar a alimentação e prática de exercícios físicos.

A prevenção das doenças e promoção da saúde através de bons hábitos, com certeza é melhor do que adoecer devido a maus hábitos e depois correr atrás de tratamento. Gastar com a saúde é barato e gastar com a doença é caro. Tratar a doença é sempre custoso, trabalhoso. Promover saúde é o que é o certo.

Alimentação falha e negligência com o sono são péssimos hábitos.

Cultivar os maus hábitos alimentares desde a infância, é como se a pessoa estivesse durante toda a sua vida se preparando para explodir. Seja através do álcool, refinado, embutidos e industrializados.  Contando com sua saúde e juventude, nosso corpo pode até suportar a sobrecarga tóxica da má alimentação e sedentarismo.  Então, quando chega aos 30 – 40 anos, acumula uma certa toxicidade, vícios alimentares ruins e aí tem um choque pois o organismo começa a falhar e as doenças como infarto, derrame, diabetes, hipertensão, obesidade, dores articulares ocorrem.

Devemos diminuir o uso de alimentos industrializados e utilizar mais alimentos mais naturais. Ter uma qualidade de sono também é importantíssimo. Dormir pelo menos 6 horas por dia e com uma boa respiração noturna. Sem pausas respiratórias (apnéia do sono) ou ronco intenso, pois isso pode causar falta de oxigênio durante o sono.  Sem qualidade de sono, é comum acordar ansioso, agitado e com compulsão alimentar.  Tenha comprometimento do sono. Evite carregar tarefas para casa, dormir tarde.

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A constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. A saúde mental é uma parte integrante e essencial da saúde.

Se um jovem hoje se olha no espelho e não está satisfeito com o seu corpo e fica triste ou chateado, não é feliz com o que está vendo, com certeza nos seus últimos cinco anos ela tem feito escolhas erradas.

Você pode acordar e escolher entre tomar um café da manhã saudável com frutas, castanhas e praticar exercícios, exercer a gratidão e oração, ou tomar um refrigerante, comer frituras (disco ou coxinha) e acender um cigarro. Cada uma dessas escolhas terá uma consequência.

Como corrigir os maus hábitos? Entender o que está errado, fazer novas escolhas. Ter a paciência de colher seu novo eu, não a curto prazo, mas a médio e longo prazo.

Para quem está disposto a sair do sedentarismo, cuidado!!  Ninguém vira atleta de alto nível de um dia para o outro. Cuidado com lesões musculares, das articulações como joelhos, quadris e coluna lombar. Comece com exercícios menos intensos, como uma caminhada de 30 minutos por dia. Com a melhora do condicionamento físico, vai aumentando a intensidade dos exercícios.

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Não podemos acreditar que comer rápido é normal. Devemos dar atenção ao prato de comida, saborear cada alimento, mastigar lentamente. Durante a refeição, se desconecte do telefone.

Todo mundo sabe o que tem que ser feito para ter mais saúde. O que falta para colocar em prática?  Motivação, determinação e constância.  Praticar pensamentos positivos e ter gratidão.

Encare a mudança de hábitos, como mudança de vícios. Pense em largar o cigarro e começar um novo vício, porém, saudável, como um determinado esporte. A prática de exercício físico também gera prazer como o cigarro. Aumenta endorfinas e serotoninas que dão sensação de prazer e bem-estar.

Na minha especialidade, a otorrinolaringologia, é fato que quem usa em excesso refrigerantes, suco de caixinha, suco em pó, macarrão instantâneo, ou seja, excesso de produtos industrializados, tem maior incidência de rinites e sinusites. O excesso de cafeína, carboidratos, energéticos causam ou pioram a labirintite e o zumbido. Comidas gordurosas, frituras, alimentos condimentados, bebida alcoólica, derivados do tomate, chocolate, refrigerantes, pioram o refluxo laringo faríngeo, causando tosse, rouquidão e pigarro e desconforto na garganta.

Então, vamos lá! Que tal sair da zona de conforto, focar na alimentação e deixar o sedentarismo! Vamos ganhar mais alguns dias de vida saudável!

 

 

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