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Crise na economia concentra ainda mais a riqueza nas capitais

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A recessão enfrentada pelo país interrompeu o processo de desconcentração de riqueza das capitais para o interior. De acordo com a pesquisa “Produto Interno Bruto dos Municípios 2010-2015”, divulgada pelo IBGE no dia 14, as capitais responderam por 33,1% do PIB nacional em 2015, 0,2 ponto percentual a mais que em 2014 (32,9%).

O indicador havia recuado sistematicamente, ano após ano, desde 2010 (34,4%), o início da série histórica da pesquisa. Segundo Frederico Cunha, pesquisador do IBGE, a presença da administração pública nas capitais explica parte dessa reversão em 2015. Dos componentes da demanda do PIB, o consumo do governo foi o que menos recuou (-1,4%) em 2015, em comparação ao ano anterior.

O consumo das famílias registrou queda de 3,2% naquele ano, enquanto os investimentos recuaram 13,9%. “A administração pública serviu como um amortecedor para esses capitais e interrompeu essa sequência. É um setor que não acompanha o movimento de forte queda da economia. Ao mesmo tempo, atividades como comércio e construção, que cresciam nos demais municípios, tiveram queda em 2015”, disse o pesquisador, ao divulgar a pesquisa.

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A maior concentração da riqueza gerada foi registrada nas capitais do Sudeste e Centro-Oeste. As quatro capitais do Sudeste passaram a responder por 18% do PIB nacional, resultado ligeiramente acima do apresentado em 2014 (17,9%). O movimento ocorreu também nas capitais do Centro-Oeste, que representam 5,1% do PIB nacional, ante 5% em 2014.

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