Não bastassem os preços exorbitantes de itens mais importantes da cesta básica como o arroz, o feijão e a carne, o mapa da corrupção no Brasil serviu para desencadear nos últimos uma crise que para muitos é mais agressiva que a vivenciada mundialmente no fim da década de 1920 e início da década de 1930, período em que foi deflagrada aquela que ganhou os holofotes do mundo e ficou popularmente conhecida como “crise de 29.”
Tendo em vistas as dificuldades vivenciadas pelas empresas na atual conjectura econômica, está se tornando comum o fechamento, a dispensa em massa de trabalhadores, as negociações coletivas que muitas vezes chegam em acordos para a redução de salários e da carga de trabalho, senão para o pagamento de encargos trabalhistas com o posterior fechamento das portas.
Infelizmente ontem, dia 08/06/2016, foi a vez da Delegacia Regional do Ministério do Trabalho localizada na Avenida Brasil em Ceres receber a visita de grande números de pessoas que, de posse da carteira de trabalho e previdência social, procuraram o órgão para fazer a homologação da rescisão do contrato de trabalho e dar entrada no pedido de deferimento do seguro desemprego, que garante o pagamento ao segurado de cinco parcelas no valor de oitocentos e oitenta reais, o que traz um ínfimo conforto, mas, contudo, não deixa de ajudar aquele que está nas ruas procurando emprego.
Indubtavelmente, a crise vem sendo patenteada pelo crescimento dos índices de desemprego e a inflação que sufoca o consumidor que está comprando menos e se endividando ainda mais. Naturalmente, a venda de presentes para o dia dos namorados sofrerá significante queda este ano, como já se percebe no comércio de artigos para as festas de São João.
Editor: Dr. Leandro Augusto
















































