A Polícia Civil (PC) foi informada anonimamente na manhã desta terça-feira (27), que duas mulheres estariam às margens da rodovia GO-154 próximo ao lixão em Ceres no Vale do São Patrício, necessitando de cuidados, tendo em vista que aparentemente teriam sido vítimas de agressões.
Conforme a PC, no local as vítimas ambas totalmente debilitadas, sujas e com marcas de agressão pelo corpo sendo, que há segunda ainda apresentava algumas marcas de perfuração pelo corpo.
Segundo a polícia, ao serem questionadas, ambas afirmaram que estavam passeando pelas ruas de Uruana por volta das 21h00, de segunda (26), quando foram surpreendidas por alguns homens desconhecidos que teriam as colocadas em um carro e levadas para o canavial em Ceres, onde teriam sido espancadas.
De acordo com as vítimas para a PC, elas foram agredidas por golpes de coronhadas e também de pá, que segundo elas teriam sido usadas para cavar uma cova. Ambas afirmam terem se fingido de mortas, quando ouviram um dos suspeitos ordenar que cavassem mais para que coubessem as duas, não sabendo precisar o que ocorreu para que os suspeitos deixassem de matá-las e simplesmente deixando-as no local.
Segundo a PC, as duas foram separadas para serem ouvidas e ambas deram versões contraditórias dos fatos. Conforme uma das mulheres, quando as duas foram abordadas teriam sido encapuzadas não possibilitando a visualização de mais nada, identificando vozes aparentemente de três homens suspeitos do suposto sequestro. Uma delas informou para a PC ser moradora de Rubiataba e que há dois dias estava na casa de uma amiga em Uruana. A outra mulher disse para a PC ser desconhecedora da cidade, não podendo identificar o local em que foram surpreendidas.
De forma contraditória com a outra, uma delas disse que ambas não tiveram a visão obstruída, no entanto, estavam com medo e não conhecem os suspeitos do fato.
Elas relataram que três homens colocaram as duas no banco traseiro de um carro tipo Hatch de cor cinza, entretanto, negou-se a informar qualquer parte do trajeto que teria recorrido, antes de terem sido abordada.
Uma das mulheres foi beneficiada com alvará de soltura expedido pelo Poder Judiciário em regime aberto em 23 de junho de 2022, após ter sido presa pela Lei 11.343/2006 (Lei de Tóxicos).
Conforme a PC, nas imediações indicadas pelas vítimas, vestígios do objeto não foram encontrados. As mulheres foram socorridas pela polícia, quanto pela equipe do Corpo de Bombeiros que também foi acionada e levadas para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, onde receberam atendimentos médicos.
A PC investiga o caso para esclarecer o que de fato aconteceu. Os nomes das mulheres não foram divulgados.
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