Uma pessoa foi presa, em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia, após ser pega vendendo ilegalmente vacinas contra a Covid-19. Ele foi flagrado comercializando os imunizantes de forma clandestina. Com o homem, foram apreendidas 20 ampolas, o equivalente a 200 doses da vacina. Além dele, outro suspeito de participar do crime, foi detido horas depois, na capital. A Policia Civil iniciou uma investigação, nesta quarta-feira (7), para apurar a venda ilegal de vacinas no Estado de Goiás.
O caso passou a ser apurado após denúncia recebida pelo 27º Batalhão da Polícia Militar, em Senador Canedo. Após troca de informações com a Guarda Civil, os policiais chegaram até um suspeito que comercializada as vacinas em frente a um supermercado da cidade. No momento do flagrante, o homem estava com ampolas do imunizante acondicionadas em uma vasilha com gelo.
Aos policiais, o suspeito indicou uma residência onde estariam outras doses. “Chegando ao local, Guarda Civil e Polícia Militar conseguiram encontrar mais 17 ampolas, da mesma vacina, dentro da geladeira. Questionado, ele falou que recebia de uma pessoa e que era o responsável apenas pela comercialização do produto, pelo valor de R$ 450,00 cada ampola. Ele oferecia o produto pelas redes sociais”, informou o tenente da PM, Breno Alves.
Em depoimento, o preso, de 28 anos, confessou já ter vendido um primeiro lote inteiro da vacina. O homem já possuía antecedentes criminais por roubo e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Senador Canedo. Ele deverá responder em inquérito policial pelo crime de receptação.
Um segundo suspeito, apontado por ele, foi localizado e detido pelas forças policiais em um apartamento da Avenida T-9, em Goiânia, na madrugada desta quinta-feira. O caso segue sendo apurado.
Investigação
O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, informou que uma perícia está sendo realizada, entre as forças policiais e a Secretaria de Estado da Saúde, para identificar a origem dos imunizantes. As informações iniciais apontam que os produtos vendidos ilegalmente sejam provenientes de um lote de 64 mil doses da CoronaVac, distribuído para o Centro-Oeste no último sábado (3/04), pelo Ministério da Saúde.
Outro foco da investigação neste momento é descobrir os responsáveis por furtar ou desviar as vacinas. O secretário descartou a possibilidade de que as doses tenham sido desviadas do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol). A suspeita teve início após depoimento de um dos presos. “Nós verificamos e não há condição, até porque não há vacina disponível nesse hospital e nem nos outros hospitais. As vacinas estão chegando e indo direto para os postos de vacinação, espalhados pelos municípios”, ressaltou.
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