Opinião

Economia Verde

É relevante destacar que o agronegócio brasileiro, um dos atores econômicos mais produtivos e sustentáveis do planeta, é vetor de preservação e regeneração natural; além de inovação tecnológica, inclusiva e sustentável, devendo tomar assento principal nos debates acerca dos novos padrões para o desenvolvimento econômico e social.

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Um dos termos da moda, a “resiliência”, é uma nomenclatura emprestada metaforicamente da física, significando as alterações que certos corpos adquirem a partir de pressões e forças exteriores. Pode-se resumi-la como sendo a capacidade de adaptação a novas situações e desafios. O mundo atravessa uma mudança geopolítica a exigir alterações nas relações de poder, enraizada nos conflitos e oportunidades que surgiram a partir de inovações, paradigmas tecnológicos e necessidades emergentes de subsistência da vida humana.

Em outras palavras, é lícito dizer que o modo de vida humano deve se adequar às balizas impostas pela natureza, operando, com criatividade e trabalho, para a transformação das dificuldades e restrições, no nascedouro de alternativas que elevem a dignidade individual e coletiva.

É nesse contexto que o Brasil aparece como liderança potencial e celeiro de oportunidades na nova ordem mundial. Essa nova conformação de forças geopolíticas, também caracterizada como “Geopolítica ESG” (Environmental, Social e Governance), possui no Brasil o natural protagonista, seja por sua enorme biodiversidade e pluralidade de biomas – que vão dos sistemas semi-áridos da Caatinga, passando pelo Cerrado, as áreas alagadas do Pantanal, as florestas tropicais, até os campos e pradarias -, seja pelas oportunidades energéticas.

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É interessante frisar que essa imensa miríade de biodiversidade pode se traduzir em ganhos bioeconômicos, inovativos e sociais, mediante a valorização do indivíduo, bem como de suas relações com o mundo que o circunda. Paralelamente, a matriz energética brasileira, atualmente uma das mais limpas do mundo, possui potencialidades para produções eólicas, fotovoltaicas, bioenergéticas (biogases e biometano, por exemplo), que podem constituir impulso à produção de baterias e hidrogênio verde.

É relevante destacar que o agronegócio brasileiro, um dos atores econômicos mais produtivos e sustentáveis do planeta, é vetor de preservação e regeneração natural; além de inovação tecnológica, inclusiva e sustentável, devendo tomar assento principal nos debates acerca dos novos padrões para o desenvolvimento econômico e social.

Entretanto, para que a falsa, diga-se, imagem negativa que a iniciativa pública e privada brasileira possuem seja revertida, é necessária a construção de toda uma estrutura de aferição da veracidade dos critérios “ESG”, uma contabilidade de carbono que demonstre, em critérios quantitativos, o montante total do carbono sequestrado; agências de “rating” que certifiquem a sustentabilidade ambiental e social; e mecanismos de transparência que coíbam as práticas típicas de greenwashing.

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Resumindo, a chamada emergência climática é uma oportunidade de ouro para que o Brasil evolua para novos paradigmas de desenvolvimento justo, inclusivo e sustentável.

André Naves é defensor público federal, especialista em direitos humanos e sociais, escritor, professor e palestrante.

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ARTIGO

Como lidar com a inflação sem afastar o consumidor?

É inegável! A inflação tem um efeito devastador sobre as pequenas e médias empresas. Empreendedores e gestores precisam de muita organização, além de desenvolver habilidades de negociação, efetuar um bom controle de gastos e tentar diminuir o repasse de custos ao consumidor, que também vem sofrendo com a constante alta de preços nos mais diversos setores.

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O mercado financeiro voltou a subir as projeções para a inflação de 2022. Pelas novas estimativas, o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor – deve fechar o ano em 7,89%, patamar acima da meta oficial para o ano, de acordo com o Banco do Brasil, que era de 3,5%, com tolerância de 1,5%. A informação é preocupante. Isso porque de acordo com um estudo feito pelo Sebrae, 37% das empresas afirmam que o preço dos insumos e das mercadorias é o que mais pressiona os negócios. Na sequência aparecem os preços dos combustíveis, com 26%, dos aluguéis, com 14%, e da energia elétrica, com 11%.

É inegável! A inflação tem um efeito devastador sobre as pequenas e médias empresas. Empreendedores e gestores precisam de muita organização, além de desenvolver habilidades de negociação, efetuar um bom controle de gastos e tentar diminuir o repasse de custos ao consumidor, que também vem sofrendo com a constante alta de preços nos mais diversos setores.

Em um momento como o atual, algumas medidas precisam ser adotadas de imediato. É o caso do monitoramento de contas básicas da empresa, como água, luz, telefone e internet, com a implantação de políticas de redução de custos. Verifique, por exemplo, se não é possível negociar um pacote de serviços melhor com a provedora de internet.

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Caso a empresa funcione em um imóvel alugado, é extremamente importante acompanhar o índice utilizado para o reajuste de valor do aluguel a fim de barganhar junto ao proprietário do imóvel sempre que possível.

Outro ponto valioso é conhecer a variação da inflação. Isso pode ajudar no momento de realizar compras para a empresa, com a troca do fornecedor que praticar valores abusivos se valendo da inflação ou substituição de uma matéria-prima por outra desde que não provoque queda na qualidade do que é oferecido ao seu cliente, para não haver impacto negativo posterior nos negócios.

Acompanhar a variação da inflação também pode ser interessante na hora de definir entre produzir o produto A ou B. Ou seja, se produzir o produto A está se tornando inviável e o consumidor está deixando de comprar aquele item, porque não investir no lançamento do produto B, que pode ser uma alternativa para movimentar o seu fluxo de caixa nesse momento?

Outra estratégia interessante pode ser reduzir, momentaneamente, o mix de produtos ofertado. Trata-se de uma medida que pode funcionar bem especialmente no caso de restaurantes com cardápios muito extensos, nos quais as chances de desperdício crescem consideravelmente.

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Claro, há outras saídas que podem e devem ser adotadas: aproveite o momento e negocie dívidas; faça uma revisão do processo de precificação dos seus produtos e tenha certeza de que está praticando as margens corretamente, fique de olho no estoque para não comprometer o fluxo de caixa e promova ações para conquistar novos clientes usando estratégias eficientes, criativas e, se possível, de baixo investimento. O importante é acompanhar o andamento dos negócios de perto e não desistir. Esse cenário vai passar!

Haroldo Matsumoto é consultor e sócio-diretor de consultoria multidisciplinar de gestão de negócios

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