O mecânico André Bernardo Rufino Pereira, que foi preso por engano após ter os documentos roubados, deixou o presídio, em Aparecida de Goiânia. Quando ele deixa a cadeia e chora de emoção ao ser recebido pela filha e a sua esposa.
O mecânico deixou o complexo prisional, na noite de terça-feira (15), após uma decisão do juiz Antonio Luiz de Almeida Silva da 1ª Vara de Entorpecentes de São Luis do Maranhão revogar a prisão que tinha contra ele. André ficou detido por 15 dias e ao sair, o trabalhador correu e abraçou a família.
Conforme a família, os documentos do trabalhador eram usados por um traficante maranhense. O advogado do mecânico, Humberto Vasconcelos Faustino disse que o mesmo ainda vai passar por um julgamento na Justiça. “É uma vitória para a batalha, mas ainda tem a guerra, que será no julgamento. Agora ele recebe o direito de responder o processo em liberdade”, explicou Faustino.
A prisão
De acordo com a Polícia Técnico-Científica, o criminoso Rômulo Sobral da Costa, que usou os documentos do mecânico, foi morto no dia 28 de janeiro de 2016, com ferimentos causados por arma de fogo.

O pedido de liberdade para André foi feito pela defesa, que apontou diferenças entre o mecânico e o criminoso. Na tese, o advogado informou que no inquérito a foto que consta no documento de identidade é de outra pessoa e as características são diferentes.
“A acusação de tráfico de droga não tem cabimento, porque ele nunca esteve na cidade de São Luís do Maranhão. Ele foi preso por engano, com certeza, por uma falha da autoridade policial que não observou a veracidade dos documentos da pessoa presa”, disse o advogado.
A Polícia Civil de Goiás informou que não tem nenhum registro criminal contra André no estado. O Tribunal de Justiça do Maranhão disse que foi determinada uma audiência no dia 8 de março.
Rômulo Sobral foi preso no Maranhão e apresentou o documento de André, mas com a foto de outra pessoa. Segundo a polícia, o suspeito acabou fugindo da cadeia e um mandado de prisão foi expedido pela Justiça maranhense com os dados pessoais do mecânico goiano.
Família do mecânico pede justiça
A esposa do mecânico, Lúcia Aparecida Leite desabafou sobre a prisão do marido, com quem mora há 10 anos. “Achei uma injustiça muito grande. Eu saí para trabalhar e 9 horas ele me ligou dizendo que estava sendo preso e era para arrumar um advogado para ele. Eu fiquei desesperada, comecei a chorar, não sabia o que fazer, porque a gente sempre trabalhou certinho”, lamenta Lúcia.
Ela contou ainda que eles nunca passaram muito tempo afastados, que a filha deles não estava dormido direito e perguntava muito pelo pai, sentindo a falta dele.
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