O idoso Nildson Antônio Cabral, de 69 anos, foi assassinado com um tiro no tórax, na tarde de ontem (26), na garagem da casa onde morava no Parque Brasília, em Anápolis. A suspeita de matar o idoso é a mulher dele, de 20 anos, que está presa e alegou para a Polícia Civil (PC) que atirou para se defender durante uma discussão em que ele teria ameaçado e colocado fogo em pertences dela.
Conforme o delegado da PC, Dr. Cleiton Lobo, mesmo alegando legítima defesa, a moça deve permanecer presa e a arma usada no crime é da vítima e foi apreendida.
“Ele estava com um martelo, isso de acordo com ela, e foi para cima dela. Ela sabia onde estava guardada esta pistola, pegou e efetuou o disparo. Existe uma alegação de legítima defesa, mas como isto não está caracterizado de plano, ela é presa em flagrante por homicídio. Se, por ventura, isto não ficar caracterizado, ela vai ser indiciada e a questão da legítima defesa vai ter que ser tratada em juízo”, disse o delegado.
De acordo com a polícia, a mulher afirmou fez as malas para sair de casa depois que brigou com o marido, mas ele não teria deixado ela ir embora e colocou fogo nas roupas dela, que já estavam na garagem. Durante a discussão, ela teria pegado a arma, que estava debaixo do colchão e atirou em Nildson.
Segundo a Polícia Militar (PM), no momento em que as equipes chegaram na residência, a suspeita estava do lado de fora e a garagem estava em chamas. Policiais e vizinhos ajudaram a apagar o fogo.
“A senhora estava do lado de fora dizendo que havia atirado no marido e ele estirado no chão”, informou o cabo Clayton da Silva. “Eu não tive nenhuma informação de briga deles. Muito pela pessoa muito discreta que ele era. Ela freqüentava minha casa. É triste, porque ele era um pai para mim”, afirmou um parente de Nildson, que não quis se identificar.




































