Em mais de dez anos de construção sem nunca acabar, a cadeia pública de Jaraguá mais parece uma obra fantasma do que um local onde os infratores da lei poderiam cumprir suas penas. Sem nenhum recurso do Governo de Goiás no sistema prisional no município, seguindo a mesma trajetória em todo Estado, a cadeia pública de Jaraguá teve início dentro de uma área no Parque de Reserva Ambiental Permanente, cujas licenças só foram liberadas graças ao empenho do Ministério Público de Goiás.
Retomadas as obras, o promotor de justiça, Dr. Everaldo Sebastião, em entrevista, disse que a construção da cadeia é mantida graças aos recursos oriundos de multas e TCO’s (Termos Circunstanciados de Ocorrência), além de recursos do Conselho de Segurança da Comunidade.
A cadeia pública do município tem hoje mais de 200 presos, entre o regime fechado e do semiaberto, distribuídos em pequenas celas insalubres e problemas sociais dos mais diversos, cuja assistência do poder público é insuficiente para que todos tenham um cumprimento da pena dentro dos direitos constitucionais.
A superlotação é um problema que nem mesmo as audiências de custodia conseguir resolver, pelo menos em curto prazo.
Faltam ainda medicamentos básicos para o tratamento de doenças dos detentos, sendo a maioria deles de baixo custo, fornecido pela Secretaria Municipal de Saúde, que não consegue atender a demanda na mesma proporção da procura.
Para o Dr. Everaldo Sebastião, é de interesse da Justiça e do próprio Ministério Público em concluir as obras da cadeia publica da cidade com recursos próprios e da comunidade, como vem sendo feito.













































