Um advogado de 48 anos foi preso na noite de sábado (16), suspeito de balear uma mulher, de 58 em Nerópolis. Conforme o delegado da Polícia Civil (PC) Cleiton Lobo, que atendeu o caso na Central de Flagrantes, o homem atirou contra quatro pessoas que estavam pescando em uma represa que fica na fazenda dele.
“Ele viu vultos de pessoas e como já foi vítima de furtos na propriedade, disse que atirou ali na direção desses vultos, mas que ele falou que não fazia ideia que ia acertar porque não sabia se de fato tinham pessoas no local”, explicou Lobo.
A vítima foi levada para o pronto-socorro de Terezópolis de Goiás, onde recebeu atendimento médico, sendo encaminhada ao Hospital de Urgências de Anápolis (HUANA) e recebeu alta neste domingo (17).
De acordo com a polícia, a vítima levou dois tiros, um na perna esquerda e outro na direita. “[Uma das testemunhas] disse ao mesmo que ouviu cerca de 10 a 15 disparos, não sabendo ao certo quantos foram, ao perceber que foi atingida [a vítima] caiu ao chão e as demais pessoas também se jogaram ao chão”, consta na ocorrência.
A Polícia Militar (PM) informou que o suspeito foi encontrado perto da represa em que aconteceu o crime e não esboçou reação no momento da prisão. Com ele, a PM disse que apreendeu uma pistola calibre 380 registrada no nome dele, com 12 munições intactas.
Através de nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) informou que não foi comunicada formalmente sobre a prisão. No entanto, a Comissão de Direito e Prerrogativas, ao tomar conhecimento informal sobre o caso, instaurou procedimento para acompanhar e adotar as providências cabíveis de acordo com o Estatuto da Advocacia.
Conforme a polícia, o suspeito foi conduzido ao Instituto Médico Legal e encaminhado à Central de Flagrantes de Anápolis e pode responder por tentativa de homicídio.
“Ao autor foram informados os seus direitos previstos no Estatuto da OAB, considerando que ele é advogado, porém este informou que no momento dispensaria advogado e que posteriormente sua esposa encaminharia um profissional de sua confiança até a Central de Flagrantes”, menciona a ocorrência. O nome do suspeito não foi divulgado.
Nota OAB-GO
A OAB-GO não foi comunicada formalmente sobre a prisão, o que afronta prerrogativa prevista em lei. Contudo, a Comissão de Direito e Prerrogativas, ao tomar conhecimento informal sobre o caso, instaurou procedimento para acompanhar e adotar as providências cabíveis de acordo com o Estatuto da Advocacia. Vale ressaltar que a Ordem tem por regra acompanhar toda ocorrência envolvendo seus inscritos tanto para resguardo de suas prerrogativas como para fiscalização dos deveres funcionais por seus inscritos.
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