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São Francisco de Goiás

Em São Francisco de Goiás, ex-presidente da Câmara de Vereadores gastou dinheiro público em festa com bebida e cigarros

Alves disse na época que as certidões do estabelecimento estavam regulares para pagamento. E acrescentou que a denúncia trata-se de perseguição política.
Emanoel Alves Júnior foi cassado pela Casa de Leis.

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Em São Francisco de Goiás no Vale do São Patrício, o vereador Emanoel Alves Júnior (PSDB) e ex-presidente da Câmara de Vereadores (2019/2020), bancou festa com dinheiro público regada à bebida alcoólica e cigarros. Teriam sido pagos R$ 5.600,00 no ano de 2020 com dinheiro da Casa de Leis para bancar uma única festa que ocorreu em um famoso bar na cidade de Nerópolis.

Os itens do consumo contido no cupom fiscal da festa incluem comidas e bebidas caras como picanha, camarão e whiskey. Também chama atenção no cupom o consumo de carteiras inteiras de cigarro e drinks com nomes sexuais como “incendiário orgasmo”, “abridor de pernas” e “sex on the beach”.

Além do valor e dos itens pagos, chama atenção que a certidão municipal do estabelecimento onde foram realizados o consumo estava positiva, ou seja, com débitos, que poderia ser impedimento da contratação pela Administração Pública.

Júnior vereador por dois mandatos, 2018/2020 e 2021/2024, filiado ao PSDB, integrava a base do ex-prefeito Wilmar Ferreira da Silva, derrotado nas urnas na eleição de 2020. Atualmente o vereador é oposição ao prefeito Timbó.

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Versão do vereador

O vereador e ex-presidente da Casa de Leis Emanoel Alves, confirmou a autenticidade da documentação, mas diz ter ficado surpreso com os itens descritos, como cigarro, que diz desconhecer e nega veemente o consumo. Ele enfatizou que quando presidiu a Câmara, realizou evento de confraternização para os funcionários da casa e um acompanhante, totalizando quase 40 pessoas. “Inclusive o evento ocorreu no Casarão em Nerópolis, onde foi gasto este valor mesmo, mas os itens colocados em nota, me espanta, não houve consumo de cigarro” disse.

Alves disse na época que as certidões do estabelecimento estavam regulares para pagamento. E acrescentou que a denúncia trata-se de perseguição política. “Eu me posicionei como pré-candidato a prefeito de São Francisco em 2024 e o vazamento dessa documentação.  É porque o grupo do Timbó está preocupado, estou tirando o sono deles e querem me tirar do caminho. Terei que fazer uma oposição ainda mais firme para coloca-los, no lugar deles” disse.

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