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Justiça

Família diz que estudante paga por crime que não cometeu após 21 dias presa

Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, deixou a unidade na sexta-feira (24), depois que a Justiça do Amapá revogou a prisão preventiva que a mantinha detida.
Família diz que estudante paga por crime que não cometeu após 21 dias presa. Foto: Reprodução

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Após 21 dias na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia, a estudante de Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, deixou a unidade na sexta-feira (24), depois que a Justiça do Amapá revogou a prisão preventiva que a mantinha detida.

Ellen, natural de Trindade (GO), havia sido presa em 2 de julho durante o cumprimento de um mandado ligado a uma investigação da Polícia Civil do Amapá sobre um suposto grupo de estelionato. Segundo a defesa, a prisão ocorreu em razão da semelhança entre nomes, o que teria levado a uma identificação equivocada.

Na decisão que determinou a libertação, a magistrada apontou que a coincidência nominal, aliada à ausência de indícios de que Ellen tenha recebido valores ou mantido contato com os demais investigados, não justificava a manutenção da prisão preventiva. Com isso, cessaram os motivos apontados para a medida cautelar.

Os advogados de Ellen afirmam que ela foi vítima de erro de identificação e que colaborou com as investigações desde o início, entregando voluntariamente o celular, senhas bancárias e documentos pessoais às autoridades. A defesa também apresentou provas e testemunhos para demonstrar que a estudante não possui ligação com a organização investigada.

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Em entrevista à TV Anhanguera, o pai de Ellen declarou que a filha “está pagando por um crime que não cometeu”. A mãe acrescentou que Ellen foi criada em um lar cristão e nunca teve envolvimento com atividades ilegais.

A Polícia Civil do Amapá ainda mantém as diligências no inquérito que apura o esquema de estelionato. A revogação da prisão preventiva não implica arquivamento automático do caso; o processo seguirá em fase de investigação, com a análise de provas e depoimentos para apurar a participação — ou não — de outros envolvidos.

Procurada, a defesa informou que acompanhará o desenrolar do inquérito e tomará as medidas cabíveis para reparar eventuais danos causados à imagem de Ellen. A família, por sua vez, afirmou que pretende buscar mecanismos jurídicos para esclarecer definitivamente os fatos e restabelecer a reputação da jovem.

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