A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) lançou um alerta à cadeia produtiva do arroz sobre a necessidade de rigor na classificação e rotulagem do cereal, destacando a importância de práticas responsáveis por parte de beneficiadoras e varejistas. A iniciativa busca proteger a credibilidade do arroz brasileiro e garantir que o consumidor receba produtos de qualidade.
Segundo o presidente da Federarroz, Denis Nunes, o momento exige atenção ética e cooperação entre todos os elos do setor. “Os produtores estão dedicados, enfrentando desafios e, por vezes, até a antipatia do mercado. Apesar disso, seguimos firmes no compromisso com a produção de arroz de qualidade”, afirma.
Beneficiamento e varejo devem agir com ética
Nunes enfatiza que o beneficiamento deve respeitar a classificação correta do produto. Segundo ele, práticas que busquem vantagens financeiras indevidas não apenas prejudicam o consumidor, mas também configuram crime e ameaçam a sustentabilidade do setor. “Intensificaremos as fiscalizações e orientamos os consumidores a conferirem o tipo de arroz embalado antes da compra”, alerta.
Além disso, o dirigente faz um apelo aos varejistas: promoções deficitárias com o arroz nacional desrespeitam os fornecedores e prejudicam o setor como um todo. A recomendação é atuar com responsabilidade, especialmente em momentos delicados do mercado.
Consumidores devem ficar atentos e registrar denúncias
A Federarroz reforça a importância do consumidor na fiscalização da qualidade do arroz. Em caso de suspeita de irregularidade, é indicado comparar produtos de diferentes marcas e registrar denúncia junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da plataforma Fala.BR ou dos canais de atendimento da ouvidoria.
Para efetivar a denúncia, é necessário informar:
- Nome do produto e fabricante
- Local e data da compra
- Fotos da embalagem e do conteúdo
- Descrição detalhada da irregularidade observada
Essas informações auxiliam na investigação e na adoção de medidas para coibir práticas irregulares, garantindo transparência e qualidade na cadeia arrozeira brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio












































