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Furnas inaugura primeiro túnel de vento em Aparecida de Goiânia

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Com foco em possibilitar energia limpa e mais barata para o consumidor, Furnas inaugurou nesta terça-feira (11) o primeiro túnel de vento brasileiro. O empreendimento, que custou mais de R$ 5 milhões para ser desenvolvido, está instalado em Aparecida de Goiânia, no Centro Tecnológico de Engenharia Civil, na BR-153. Apesar de Goiás não ter grande potencial a partir da fonte eólica, é do Estado que a empresa promete novos ventos para esse tipo de produção de energia no País e até no mundo.

O túnel possui 27 metros de comprimento, foi construído durante um ano e é considerado projeto que pode ser decisivo no desenvolvimento de pesquisas para aprimorar a geração brasileira de energia eólica. Isso porque é a partir de simulações feitas nele e com modelagem em laboratório que serão propostas melhorias para equipamentos e estruturas dos parques eólicos.

Ao utilizar modelos de tamanho reduzido de itens como hélices e torres, é possível mostrar neste túnel a incidência do vento e avaliar o comportamento dessas estruturas quando são submetidas à ação do vento em potência real ou máxima. A intenção é mitigar dificuldades e ampliar a durabilidade dos equipamentos que possibilitam essa geração de energia a partir do conhecimento do vento, que os engenheiros consideram de dificílima previsibilidade.

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Gerente de Serviço e Suporte Tecnológico da empresa, Renato Cabral explica que quanto mais estudos, melhor é, tanto para fazer os aerogeradores quanto para saber onde colocá-los. “Com melhor projeto e eficiência, você produz mais e para o consumidor gera uma energia mais barata, porque vai produzir mais com o mesmo valor. E hoje temos muito pouco conhecimento nessa área”, pontua.

Ele lembra que para o sistema integrado, que reúne todos os tipos de geração, quanto mais parques eólicos eficientes mais se ajuda a evitar o acionamento das termoelétricas e, assim, mais baixo fica o custo das contas de luz. Isso além de ampliar a geração de energia limpa, que são as menos nocivas ao meio ambiente. “O principal potencial está no Nordeste, onde se há muitos parques. O foco é explorar esses parques”, diz.

Furnas vai iniciar o uso dos estudos produzidos com o túnel em Goiás em empreendimento em Fortaleza (CE), que começa ser construído em janeiro. A expectativa é de que até 2020 as pesquisas já resultem em inovações para serem aplicadas em parques eólicos para aumentar a durabilidade e eficiência, do solo ao material das torres. A expectativa é de que o ganho financeiro chegue a 30%.

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A estatal investirá nos próximos cinco anos R$ 300 milhões em 55 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A perspectiva é de que somente no projeto que inclui o túnel de vento sejam investidos R$ 14 milhões nos próximos dois anos. “São cinco anos de projeto e vamos criar novos objetivos. Envolvemos também as universidades (UNB, UFG) nos estudos”.

OP

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