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Vale do São Patrício

Goianésia: Universidade expulsa 19 alunos suspeitos de fraudar documentos para cursar medicina; Veja a lista

Alguns alunos confessaram que fizeram o pagamento de até R$ 60 mil pela transferência, mas alegaram que não sabiam que era crime. O Poder Judiciário manteve prisão dos investigados.

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A Universidade de Rio Verde (UniRV) expulsou 19 alunos suspeitos de fraudar documentos suspeitos de fraudas documentos para conseguir transferência para o curso de medicina. Destes, 18 foram presos e um está foragido. Alguns deles confessaram que pagaram até R$ 60 mil para o processo que eles chamaram de “consultoria”.

A UniRV publicou o documento com a expulsão em seu site na quinta-feira (28) e alegou que a decisão foi tomada após identificar “inconsistência nos documentos apresentados por candidatos às vagas de Transferência Externa”. Além disso, citou que o inquérito policial trouxe “robusto conteúdo probatório, revelando a gravidade dos fatos”.

Veja a lista dos alunos que tiveram a matrícula cancelada e foram expulsos:

André Luiz Martins Diniz; Antônio Carlos Alves da Silva Júnior; Cláudia Rose Conceição de Oliveira; Clevia Maria de Sousa; Fabiana Barro Lescano Campos; Fabiano Alexandre Lanziani das Neves; Igor Oliveira da Costa; Leonardo Moraes Bogas Marques; Leonardo Siqueira Campos; Letícia Karoline Menezes da Costa Alves; Marjorie Christine Medeiros Silva; Pedro Lopes Pratti Vieira; Raianne Sartório Diniz; Raphael Alves Pereira; Rodrigo Ferreira Silva Cabral; Stenio de Souza Matos; Vanessa Borges Lima Lanziani; Victor Luis Vicente Batista Alencar e Weber Moisés Rodrigues Rezende.

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Presos

Ao todo, 19 pessoas foram presas na quarta-feira (27). Dessas, 18 são alunos da UniRV. O estudante Pedro Lopes Pratti Vieira, que foi expulso da instituição, é investigado pela polícia, mas ainda não foi preso e é considerado foragido.

Um estante foi preso em Barreiras, na Bahia, em uma universidade, também suspeito de ter usado documentos falsos para conseguir a transferência. Conforme a polícia, existe a suspeita de que os dois filhos e o irmão da pessoa investigada também usaram documentos falsos para começar o curso. Os três familiares não foram presos.

Dos presos, alguns já estudavam medicina no Paraguai e Bolívia e falsificaram documentos para conseguir transferir o curso para universidades brasileiras. Outros eram formados em cursos como fisioterapia e enfermagem e entraram nos períodos finais da faculdade. Há registro ainda de pessoas que não tinham começado nenhuma faculdade e teriam participado do crime.

O Poder Judiciário em audiência de custódia na quinta-feira (28), manteve a prisão de todos os envolvidos.

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