O Ministério Público de Goiás (MP-GO) emitiu pareceres, na última semana, pela anulação dos diplomas dos vereadores Léia Klébia (PSC) e William Veloso (PL), então eleitos para a Câmara de Goiânia, pois os seus partidos não teriam respeitado a cota mínima de gênero, com 30% de candidatas mulheres.
No caso de Klébia, a manifestação foi do promotor João Teles, em ação do PSOL contra o PSC. Uma das candidatas do partido da vereadora foi indeferida e, para Teles, ela deveria ter sido substituída. Ele pede, então, a anulação dos votos da chapa.

Já o promotor Robertson Alves deu parecer pela cassação do diploma de Veloso, em ação do Podemos contra o PL. O partido do parlamentar perdeu duas candidatas na campanha. Para Mesquita, a chapa deveria, pelo menos, ter excluído candidatos homens. Advogado de Klébia, Leandro Carneiro diz que esse é um parecer isolado e que o PSC conseguiu outros pareceres e decisões favoráveis. Carneiro diz que a sigla não poderia substituir a candidata, pois ela ainda poderia recorrer e ser deferida. Colemar Moura, advogado do PL, diz que o vereador não participou da formação da chapa e que o partido não tinha controle sobre eventuais desistências. Segundo ele, isso não prova fraude.

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