Pesquisar
Close this search box.

Goiás não se encaixa no Regime de Recuperação Fiscal, diz Tesouro Nacional

publicidade


Relatório divulgado ontem (15), pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) indica que Goiás não atende aos critérios para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O documento, chamado “Guia para o Governador“, aponta ainda que o Estado tem nota C na avaliação de capacidade de pagamento (Capag).

A publicação coincide com a visita de uma comitiva do Ministério da Economia a Goiás. Desde segunda-feira (14) a equipe analisa as contas do governo para emitir um parecer sobre as chances de o Estado ingressar no RRF. Segundo o governador Ronaldo Caiado, a comitiva federal está “no período de busca e análise de dados”. Uma reunião entre o governador e a equipe econômica federal está prevista para a noite desta quarta-feira (16). 

“Minha expectativa é que eles relatem o quadro real fiscal de Goiás. O que nós estamos buscando é o diagnóstico da situação fiscal, não é pender para um lado e nem para o outro. O que eu busco nesse momento é o conhecimento da realidade”, afirmou Caiado em entrevista durante a posse da nova diretoria da OAB-GO, na noite de terça-feira.

Leia Também:  Uruaçu sedia encontro de capacitação do TCM-GO

Para um Estado aderir ao RRF, a receita corrente líquida anual precisa ser menor do que a dívida consolidada ao final do último exercício. Além disso, a soma das despesas com pessoal, amortizações e juros deve ser igual ou superior a 70% da receita corrente líquida. A lei também diz que o valor total de obrigações deve ser superior às disponibilidades de caixa.

A aposta do governo estadual é que Goiás possa aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. Na prática, isso daria fôlego nas contas, já que o programa suspende o pagamento de parcelas de juros e amortização da dívida. Tal medida somaria cerca de R$ 2 bilhões por ano. O regime também permitiria a contratação de empréstimos e enquadraria o Estado numa série de medidas para limitação de gastos.

O Tesouro Nacional classificou o Guia para o Governador como um “kit de boas-vindas” aos novos governantes. O relatório apresenta a realidade atual de cada Estado com informações sobre dívida, metas e sugestões de avanços que os gestores podem adotar. 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade