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Identificados os suspeitos mortos durante ataque a banco em Carmo do Rio Verde

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Os quatro suspeitos de integrar uma quadrilha que age em todo o Brasil arrombando cofres em agência bancárias que morreram durante troca de tiros com militares da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) na madrugada desta segunda-feira (24), em Carmo do Rio Verde foram identificados. Três dos quatro suspeitos foram mortos dentro da agência bancária sendo: Francisco José dos Santos, Igor Machado Freitas e Márcio Araújo. O quarto investigado é Matheus Barros Cunha, morto do lado de fora da agência. Conforme a polícia, ele seria o responsável por fazer a escolta do grupo e vigiar a região. Dois suspeitos fugiram e estão sendo procurados.

Velho conhecido da polícia goiana, Francisco havia sido condenado em 2016 por explodir caixas eletrônicos em Aparecida de Goiânia. Ele passou menos de cinco anos na cadeia, saiu no início deste ano, e era monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele era ligado a uma facção criminosa paulista. O equipamento dele, assim como o que monitorava Igor Machado, estava coberto com papel filme, para evitar o rastreamento.

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De acordo com a polícia, o trio já tem inúmeras passagens criminais. Eles estavam armados com três pistolas, duas delas de uso restrito, atiraram contra os militares, que reagiram. Outra equipe de Rotam trocou tiros com Matheus. Ele estava dentro de um carro nas proximidades da agência, armado com uma escopeta calibre 12, fazendo a segurança dos comparsas. Os quatro baleados foram socorridos mas morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Ceres.

A notícia de que criminosos de São Paulo e do Tocantins teriam se juntado a bandidos de Goiás para arrombar cofres por aqui surgiu após troca de informações entre agentes do Grupo Anti Roubos a Bancos (GAB), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), e militares da Rotam.

A polícia apreendeu dois veículos, um aparelho que bloqueia o sinal de celulares, rastreadores e alarmes, ferramentas usadas em arrombamentos, serras elétricas, e até uma furadeira eletromagnética de alto valor. “É importante salientar que eles pretendiam cortar não os caixas eletrônicos, mas o cofre central da agência”, relatou a delegada Mayana Rezende, titular da Deic.

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O ladrão que se dispõe a roubar bancos é diferenciado e respeitado entre os demais criminosos porque é mais corajoso, ousado, e bem armado, só que, mais uma vez, mostramos que estamos preparados para enfrentar esse tipo de situação, e pra passar o recado que esse tipo de criminoso não tem vez aqui em Goiás”, alertou o tenente coronel Benito Franco, comandante da Rotam. Esta foi a 12ª ação conjunta entre a Rotam e o GAB da Deic contra criminosos que roubam bancos.

O secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, criticou a legislação penal. “A legislação é permissiva com o crime. Não pode uma pessoa presa em 2015, condenada, receber a progressão de pena e estar no semiaberto quatro anos depois. É um apelo que sempre faço, tem que endurecer as leis”, afirmou.

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