Os escritórios americanos de advocacia Rosen Law Firm e Bronstein, Gewirtz & Grossman ajuizaram nesta terça-feira uma ação coletiva contra a Vale no Tribunal de Nova York, em nome dos acionistas que compraram recibos dos papéis (as chamadas ADRs, negociadas na Bolsa de Nova York) da empresa entre 21 de março e 30 de novembro deste ano.
De acordo com o texto da ação, a empresa emitiu comunicados falsos ou falhou na divulgação de informações sobre o acidente da Samarco, joint-venture entre a Vale e a australiana BHP Billinton. O acidente ocorreu em 5 de novembro, quando houve rompimento de uma barragem e transbordamento de outra em Mariana (MG), resultando no lançamento de uma lama de rejeitos no Rio Doce e provocando mortes.
Os advogados sustentam que os rejeitos são tóxicos, dizem que a Vale tinha um contrato com a Samarco para armazenagem de rejeitos em uma das barragens envolvidas no acidente e afirmam no texto da ação que a mineradora não adotou procedimentos adequados para mitigar incidentes ambientais. Por isso, dizem, quando “a verdade veio à tona, os investidores sofreram prejuízos”. Os escritórios pedem reparação de danos, mas não citam valores.
Em nota, a Vale disse que não teria como comentar a ação, mas afirmou que dará “as respostas apropriadas nos tribunais quando forem necessárias”.
O Globo








































