Dois irmãos se apresentaram à Polícia Civil de Anápolis na terça-feira (23) e prestaram depoimento no inquérito que apura a morte do empresário Glauber Millen Martins da Paixão, de 32 anos. Glauber foi assassinado a tiros na última quinta-feira (19) enquanto se dirigia à delegacia para registrar uma ocorrência relacionada a um dano em seu veículo, segundo apuração das autoridades.
Os suspeitos, identificados como Antônio Tavares da Silva e Thiago Tavares da Silva, compareceram ao Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) acompanhados por advogado. Após serem ouvidos pelos investigadores, ambos foram liberados porque, conforme a polícia, no momento da oitiva não havia situação de flagrante que justificasse a prisão preventiva.

De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por uma dívida de aproximadamente R$ 3 mil. A apuração indica que um dos irmãos havia emprestado o valor à vítima e que, após o não pagamento dentro do combinado, teria ido até a ferragista de propriedade de Glauber para cobrar a quantia — ocasião em que o carro do empresário teria sido danificado por um agiota. Durante o deslocamento de Glauber à delegacia para formalizar a queixa, ele foi baleado e morreu ainda no local, no Parque Brasília 2ª Etapa.
Um passageiro que estava com a vítima também foi atingido de raspão na perna. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado a uma unidade de saúde; não há informações públicas sobre seu estado de saúde além do atendimento inicial.
A polícia já havia identificado o carro usado pelos suspeitos como parte das diligências, e outras pessoas foram detidas na operação sob suspeita de ajudar na fuga dos irmãos. A força-tarefa responsável pelo caso permanece com as investigações para esclarecer a dinâmica do crime, localizar outros envolvidos e reunir provas que sustentem possíveis medidas judiciais futuras.
O GIH informou que seguirá adotando os procedimentos previstos em lei e não divulgou detalhes sobre a motivação final ou provas que possam comprometer a investigação em curso. Familiares, vizinhos e comerciantes locais relataram como choque o crime, ressaltando o impacto na rotina do bairro e o clima de apreensão entre comerciantes locais.
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