A Polícia Civil de Goiás confirmou, na manhã de ontem (22), que a mala com dinheiro encontrada na tarde dessa sexta-feira em um porão escondido em uma das casas de João de Deus tinha R$ 1.212,110 milhão, E$ 770 e US$ 908. O acesso ao cômodo ocorria por meio de um fundo falso em um armário, onde também foram apreendidas esmeraldas, que ainda não foram somadas ao valor pela polícia.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências do médium em Abadiânia e Anápolis, na última terça-feira, foram encontrados R$ 405 mil escondidos no fundo falso de um guarda-roupa, munições, um simulacro e cinco armas de fogo, incluindo algumas de uso restrito, com o agravante de um revólver estar com a numeração raspada.
Após a imprensa divulgar as apreensões, segundo consta na representação, a polícia recebeu denúncias anônimas que motivaram o novo pedido ao Poder Judiciário. O denunciante informou “a existência de um porão embaixo de sua cama, e ainda, que o representado possui outras duas casas em frente à Casa da Sopa, onde tem um porão cheio de dinheiro e ouro e uma residência na cidade de Itapaci onde estariam escondidas armas de fogo, munições e dinheiro”, relata o documento assinado pelos delegados que compõem a força-tarefa.
Assim na manhã de sexta-feira (21), integrantes da força-tarefa estiveram em três endereços de João de Deus. Em uma das casas, em Abadiânia, os investigadores encontraram uma mala cheia de dinheiro, mas o valor ainda não foi divulgado.
Chamou a atenção dos investigadores um guarda-roupa onde havia a entrada para um porão. No entanto, no local havia apenas um cofre, sem nada dentro. A suspeita é que o local tenha sido esvaziado.
Grupo Criminoso
A Polícia Civil de Goiás suspeita que João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 76 anos, seja chefe de uma organização criminosa que atua principalmente na cidade de Abadiânia. A informação consta na representação feita pelos delegados da força-tarefa que investiga o médium por denúncias de abuso sexual e que resultou no segundo mandado de prisão preventiva contra o líder religioso, além de novas buscas e apreensões em endereços atribuídos a ele.
Defesa
Para o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende João de Deus, não há fundamento na suspeita da polícia. “É uma afirmação apoditica ou automática, não tem sustentação nos fatos e na realidade. Carregaram nas tintas para obter o mandado de busca e apreensão, além da prisão preventiva. É isso. Não se sustenta”.
Toron também critica a ação baseada em denúncia anônima, que segundo ele “foi genérica, o que é inadmissível”. A defesa afirma ainda que “não se lavrou auto de apreensão no local como manda a lei”. Portanto, na avaliação do advogado, “a diligência é írrita”.












































