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Política

Mauro Rubem pretende criar o programa voltado a instalação de plantas de separação e refino de minerais

Deputado Mauro Rubem . Foto: Reprodução Alego

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O deputado Mauro Rubem (PT) apresentou o projeto de lei n° 22763/25, que pretende instituir o Programa Goiás Rare Tech, destinado a incentivar a instalação de plantas de separação e refino de minerais críticos no Estado de Goiás. Um dos objetivos é estabelecer um regime especial de incentivos fiscais, financeiros, tecnológicos e ambientais, dispondo sobre salvaguardas de soberania e cooperação internacional. A propositura foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e foi distribuída para a deputada Rosângela Rezende (Agir) para relatoria.

Segundo consta no texto da proposta, atualmente o Brasil detém aproximadamente 23% das reservas conhecidas de terras raras do planeta, mas a China é quem concentra cerca de 90% da capacidade mundial instalada de refino, considerada a etapa mais complexa e estratégica da cadeia produtiva, gerando uma dependência estrutural.

Diante desta realidade, o deputado Mauro Rubem entende que o maior desafio brasileiro não é a extração do minério, mas sim o custo elevado e a complexidade tecnológica da separação e do refino, etapas em que o país ainda não dispõe de expertise consolidada. Ele avalia, entretanto, que sem incentivos adequados, empresas estrangeiras detentoras dessa tecnologia não demonstram interesse em se instalar no Brasil. “O resultado é que seguimos exportando minério bruto de baixo valor agregado e importando produtos de altíssimo valor tecnológico”, apontou.

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Com a expectativa de alterar esse cenário, o parlamentar propõe um amplo programa a ser implementado pela Autoridade Estadual de Minerais Críticos do Estado de Goiás (AMIC/GO), em coordenação com a Secretaria da Economia (SEDUC), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) e a Agência de Fomento de Goiás S/A (GoiásFomento).

Um dos pontos focais da propositura, defende que as empresas que instalarem e operarem plantas industriais de separação/refino de minerais críticos em território goiano poderão usufruir de benefícios fiscais por até 15 anos, nos termos desta lei complementar, usufruindo de uma redução de até 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), incidente sobre operações com produtos refinados em Goiás.

Além deste benefício, na justificativa, o parlamentar destaca ainda que as empresas participantes do programa possam garantir créditos presumidos de ICMS para aquisição de equipamentos e insumos destinados à pesquisa, desenvolvimento e inovação em minerais críticos. Quando da importação de máquinas e equipamentos vinculados à instalação das plantas, elas também terão diferimento de ICMS na importação. Soma-se a esses benefícios a isenção do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) em operações societárias que envolvam transferência de tecnologia para joint ventures instaladas em Goiás e, ainda, a redução do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para frotas vinculadas exclusivamente ao transporte de minerais críticos beneficiados no Estado.

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Por fim, Rubem colocou algumas exigências para que os benefícios sejam concedidos, sendo elas: instalação efetiva de planta de separação/refino em território goiano; a celebração de convênios de pesquisa e desenvolvimento com universidades ou institutos locais e o cumprimento progressivo de conteúdo local mínimo, definido em regulamento. Ampliando os critérios, o deputado pleiteia que, para garantir a sustentabilidade ambiental e hídrica, as plantas industriais participantes deverão adotar padrões internacionais não poluentes.

Fonte: Assembleia Legislativa de GO

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