A médica Cláudia Soares Alves, de 42 anos, que em 2024 sequestrou uma recém-nascida no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (MG), foi presa nesta quarta-feira (5) em Itumbiara (GO) por suspeita de participar do assassinato da ex-mulher do então companheiro dela, ocorrido em 2020.
Segundo a Polícia Civil, a vítima, uma farmacêutica, foi morta a tiros ao chegar ao trabalho na cidade de Uberlândia. Cláudia teria planejado o crime para assumir a guarda da filha que a vítima compartilhava com o ex-marido da médica, com quem Cláudia mantinha relacionamento. A vítima teria proibido o contato da criança com o pai quando ele estivesse com Cláudia, o que teria motivado o homicídio segundo as investigações. Dois homens, vizinho e filho dele, foram presos temporariamente pelo envolvimento no crime.

A médica tinha uma obsessão por maternidade, passando por tentativas frustradas de fertilização, adoções fraudulentas e, por fim, o sequestro do bebê no hospital mineiro. Em sua casa, Cláudia mantinha um quarto decorado com roupas infantis, berço e um bebê reborn. Ela respondia ainda por crimes de falsidade ideológica e tráfico de pessoas em liberdade.
No dia do sequestro em 2024, ela usou um crachá para entrar no hospital, apresentou-se como pediatra e levou a criança enquanto os pais foram distraídos. A Polícia Civil de Goiás e Minas investigam a conexão entre o sequestro e o homicídio, cumprindo mandados de prisão temporária que poderão ser convertidos em preventiva.
Cláudia e os envolvidos serão levados para Uberlândia para responder judicialmente pelos crimes. A defesa da médica alega que ela sofre de transtorno bipolar e estava em surto psicótico no momento dos fatos, incapaz de discernir sobre suas ações.
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