O assassinato de Geane Silva de Oliveira, de 33 anos, crime ocorrido no domingo (17) foi premeditado. É o que acredita a delegada que investiga o homicídio, Magda D’Ávila Cândido Souza. Para ela, o fato do suspeito Marcos Lima dos Santos, de 38, ter levado veneno de rato e ainda furtar a ficha com os dados pessoais do hotel são um sinal que ele pretendia desaparecer. “Eu imagino que ele ia fugir porque furtou a ficha, para não ser descoberto, mas no meio do caminho decidiu decidiu se matar”, supõe. Os funcionários do hotel devem prestar depoimento a partir de hoje.
Uma postagem no Facebook pode ser a motivação da morte de Geane. A mulher, que era casada e teria um relacionamento extraconjugal com Marcos, foi encontrada morta no quarto de um hotel, no setor Leste Universitário. Marcos, que deixou o hotel de bicicleta, percorreu menos de 1 quilômetro se jogou na frente de uma carreta, na BR-153. O caso está sendo investigado pelas Delegacias de Trânsito (Dict) e Homicídios (DIH).
Geane era casada e mãe de uma menina de 5 anos de idade. O irmão dela, Gilson Silva de Oliveira contou à Polícia Militar (PM) que ela saiu de casa no sábado (16) e disse que ia à casa de uma amiga, mas não teria dado notícias até o momento da morte. “Achei muito estranho porque ela postou no Facebook várias fotos com um homem que não conhecemos. Minha irmã é casada e mãe, e nós não sabíamos que ela tinha um relacionamento com o Marcos”, afirmou Gilson à PM. A polícia acredita que as fotos possam ter sido postadas por Marcos, que teria utilizado o celular da vítima. A discussão pode ter começado por este motivo.
Marcos era da Bahia, natural de Jacobina e trabalhava em Goiânia como pintor. Até o início da noite de ontem o corpo dele permanecia no Instituto Médico Legal (IML). Na parede do quarto do hotel, Marcos escreveu: “Foi 1 ano de relacionamento. Amante Fiel. M <3 G, amor te amo (sic)”. Ele também deixou uma carta em que pedia desculpas, falava que tinha se relacionado com Geane por 1 ano, que o relacionamento estava conturbado e que infelizmente tinha acabado assim, afirmou a delegada titular da Dict, Nilda Andrade.
Proprietário do hotel, Paulo Emílio da Silva disse que Marcos chegou no hotel na tarde de sábado (16), pagou a diária e, em seguida, buscou Geane. Quando ele voltou com ela, trouxe também a bicicleta. Momentos depois, ele saiu de bicicleta e foi a um supermercado. Voltou com algumas sacolas e somente foi visto no domingo pela manhã. “Foi a primeira vez que se hospedaram aqui”, afirmou.
“No domingo, Marcos desceu, tomou café da manhã e pediu uma bandeja com o café para levar para ela. Depois disso, retornou à recepção e pediu uma toalha e um sabonete. Neste momento, eu acho que ele roubou as fichas que estavam preenchidas na recepção. Ele subiu de novo no quarto pra levar a toalha e o sabonete, voltou em seguida, saiu de bicicleta e disse que a namorada estava cansada e que dormiria até o final da diária”, conta Paulo.
Marido
Por volta de 12 horas, os funcionários subiram ao quarto, bateram na porta e não tiveram resposta. “Pouco mais de 1 hora depois subimos novamente e percebemos que a porta não estava trancada. Quando abrimos, Geane estava morta, na cama. Foi aí que acionamos a Polícia. Horas depois, o marido e a filha de 5 anos também estiveram aqui”, finalizou o dono do hotel. Geane estava morta, vestia apenas um short, tinha duas perfurações no pescoço, cortes no rosto e pequenos pedaços de veneno de rato sobre o corpo, além de uma lesão de defesa em um dos braços.
Quando a polícia chegou, encontrou um celular que seria da vítima e que também continha informações de Marcos. Havia também no quarto uma bolsa de Geane e uma mochila que seria de Marcos. Ao identificar o principal suspeito, a polícia foi informada de que ele havia sido atropelado por um caminhão, no KM 496 da BR-153, trecho localizado entre o Serra Dourada e o viaduto da Avenida Anhanguera, sentido Anápolis.
“O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) vai constatar a causa da morte de Geane. Não sabemos se ela foi morta pelas perfurações. Também solicitamos exames toxicológicos dos dois para saber se eles chegaram a ingerir o veneno de rato. No bolso de Marcos havia um estilete, acreditamos que esta pode ter sido a arma do crime”, explica a delegada Nilda Andrade.
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