Depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o acúmulo de lama no rio Doce já dá sinais de novas e graves consequências ambientais. Nesta semana, foi retirado um total de nove toneladas de peixe nos leitos de Minas Gerais e também no Espírito Santo. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), só no trecho que passa pelo primeiro estado, foram recolhidas seis toneladas.
A mineradora Samarco, responsável pela estrutura que se rompeu, já recebeu uma multa de R$ 250 milhões do Ibama – dividida em cinco autos de infração, de R$ 50 milhões cada.
Em uma tentativa de preservar a fauna local, uma equipe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais (Cepta), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade está atravessando o leito do rio Doce para resgatar matrizes de espécies de peixes ameaçadas de extinção.
Para os especialistas, a construção de um banco genético é importante para que no futuro seja possível reconstruir o ecossistema prejudicado por conta da tragédia.












































