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Número de brasileiros localizados no Nepal sobe para 96

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Até esta segunda-feira (27), 96 brasileiros que estavam no Nepal durante terremoto ocorrido no país foram localizados pelo Ministério das Relações Exteriores. A pasta informou que não há pessoas com ferimentos e que o grupo recebe “toda a assistência consular cabível”.

“Não há, até o momento, informação sobre a presença de brasileiros entre as vítimas fatais”, informou o Itamaraty. Ao todo, o terremoto de magnitude 7,8, ocorrido no último sábado (25), deixou mais de 4 mil mortos.

Questionado sobre ajuda humanitária do Brasil ao Nepal, o ministério afirmou que deslocou servidores da embaixada brasileira em Nova Déli, na Índia, para ajudar o posto de Katmandu. 

Além disso, foi montado um centro de atendimento a brasileiros no aeroporto da capital -a situação de caos no local vem afetando, justamente, a chegada de ajuda humanitária ao país. “A Embaixada continuará a monitorar a situação e a acompanhar a evolução dos acontecimentos naquele país”, disse o Itamaraty.

Tremores

O empresário brasileiro José Eduardo Sartor Filho, que está no Nepal, informou à família que cerca de 90 réplicas do terremoto foram registradas na região. Ele recebeu a informação de um centro de estudos sismológicos que fica na base das montanhas do Himalaia.

Sartor Filho e o sócio, Carlos Santalena, dirigem uma empresa de viagens de aventura e estavam aguardando um grupo de turistas no vilarejo de Lobuche, para seguirem até o acampamento-base para escalarem o monte Lhotse, quarto mais alto do mundo.

As informações foram dadas hoje pelo pai do empresário, José Eduardo Sartor, que mantém contato diariamente com o filho por conexão via satélite. Segundo ele, Sartor Filho fez contato em seguida ao terremoto. “Estavam um pouco assustados, mas bem. Então, minutos depois nós já sabíamos, mas não da magnitude {do abalo}”, disse.

Sartor conta que hoje eles foram até o acampamento-base, atingido por uma avalanche, para ver a situação, e disse que, apesar de devastado, a situação está se normalizando. Parte dos turistas brasileiros que a empresa estava acompanhando na capital, Katmandu, já deixou o Nepal, mas os dois sócios vão continuar no país até o final de maio.

“A ideia agora é ajudar o povo no que pudermos. Eles conhecem o Nepal muito bem, viajam para lá duas vezes por ano e têm uma ligação muito forte com o povo nepalense. Agora, é focar e ajudar esse pessoal, fisicamente, eles que estão lá, e materialmente, com o que pudermos arrecadar”, disse José Eduardo Sartor.

 

Agência Brasil / Folha Express

 

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