Política

“O MDB terá candidatura própria em Goiânia”, diz Daniel Vilela

Ana Paula Rezende, filha do ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende. Ela é cotada para concorrer ao Paço Municipal com o apoio do governador Ronaldo Caiado.
Daniel já disse explicitamente que Ana Paula seria o melhor nome do MDB na corrida eleitoral do ano que vem. Recentemente, ambos se encontraram no gabinete da Vice-Governadoria, quando a empresária fez uma visita de cortesia ao companheiro emedebista.

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O vice-governador de Goiás e presidente regional do MDB, Daniel Vilela, reafirmou que o partido terá candidatura própria na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2024. “Teremos candidato ou candidata. Temos grandes quadros, excelentes nomes, expertise, enfim, um legado de muito trabalho na capital e não vamos deixar isso para trás”, enfatizou o líder emedebista em entrevista concedida neste final de semana.

“Em breve vamos nos reunir para tomar as primeiras decisões referentes ao planejamento e ao fortalecimento do MDB para as próximas eleições”, continuou Daniel. “Esse é o nosso objetivo. Vamos fazer com que Goiânia possa, mais uma vez, ter a oportunidade de ouvir um projeto emedebista para nossa cidade”, completou o vice-governador.

Embora não tenha citado nomes, Daniel, ao usar o termo “candidata”, fez alusão à empresária Ana Paula Rezende, filha do ex-prefeito e ex-governador Iris Rezende. Ela é cotada para concorrer ao Paço Municipal com o apoio do governador Ronaldo Caiado.

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Daniel já disse explicitamente que Ana Paula seria o melhor nome do MDB na corrida eleitoral do ano que vem. Recentemente, ambos se encontraram no gabinete da Vice-Governadoria, quando a empresária fez uma visita de cortesia ao companheiro emedebista.

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POLÍTICA

Caiado propõe indexação da dívida dos estados a IPCA mais 1%

Encontro de governadores e representantes de cincos estados com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, em Brasília, resulta em acordo para apresentação de proposta de reajuste no IPCA ao Ministério da Fazenda.

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Governador Ronaldo Caiado, se reúne com Rodrigo Pacheco, em Brasília, para apresentar proposta de indexação de dívida dos estados. Foto: Cristiano Borges

O governador Ronaldo Caiado apresentou nesta segunda-feira (15) propostas para renegociação das dívidas dos estados, com foco na indexação. A reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em Brasília, contou com a participação de governadores e representantes de outros quatro estados. No encontro ficou acordado que os governadores vão propor ao Ministério da Fazenda a correção das dívidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 1% ao ano.

“O que nós estamos pedindo são indexadores justos e uma renegociação também para que haja flexibilização no teto de investimento e não sejamos engessados, como está hoje a maioria dos estados brasileiros”, pontuou Caiado ao final do encontro.

O indexador da dívida atualmente é o CAM que, somado a mais 4% de juros ao ano, dá a taxa Selic de 11% ao ano. Já a proposta apresentada pelo gestor goiano, em parceria com os governadores Cláudio Castro (RJ), Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema, (MG), além do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, visa a redução do indexador para IPCA mais 1% ao ano, tornando o índice mais vantajoso para a correção dos valores devidos pelos estados à União, possibilitando o investimento em outras áreas.

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Ronaldo Caiado ressaltou que dívidas acrescidas por indexadores extorsivos inviabilizam o investimento nos estados. “O parcelamento da dívida chega a percentuais que impossibilitam investir em infraestrutura. Os entes federativos estão imobilizados devido a essas correções das dívidas que chegam a níveis estratosféricos, não restando nada para que os governos possam atender à necessidade de crescimento”, disse.

“Temos que exigir responsabilidade fiscal dos estados, mas também ficar bloqueado com teto de gastos e com esse indexador, com a dívida sendo reajustada nessa proporção, nos inviabiliza de caminhar”, finalizou o governador de Goiás.

A proposta discutida com o presidente do Senado prevê que os estados menos endividados poderão obter acesso a novas operações de crédito. Os que cumprirem todos os compromissos estabelecidos terão reduções de juros permanentes até o prazo final da vigência dos contratos aditivados. Ficam afastados também todos os limites e condições para a realização de operação de crédito ou para a contratação com a União nas celebrações de acordo.

O texto destaca que os estados que apresentarem boa capacidade de pagamento terão tratamento prioritário e célere quanto às análises e avaliações dos pleitos de operação de crédito. Outro item acrescenta pelo menos 50% do PIB ao teto, e exclui as despesas de saúde e educação da limitação de crescimento prevista em Regimes de Recuperação ou de Reequilíbrio Fiscal dos Estados e do Distrito Federal.

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O Ministério da Fazenda deve apresentar um projeto até a próxima semana. Entretanto, o presidente do Senado convocou os governadores para ouvir suas sugestões e apresentar seus pontos de vista. Caiado ressaltou que Pacheco deve encaminhar uma proposta que seja compatível com o crescimento dos estados em breve.

Segurança

Durante o almoço, o Chefe do Executivo goiano discutiu também a possibilidade de uma contrapartida financeira às UFs por ações de segurança pública. “Estamos diante de uma luta contra a criminalidade em que assumimos o trabalho sozinhos”, argumentou Caiado, ao lembrar que os estados combatem diretamente crimes federais e não recebem compensação pela atuação das forças policiais. Além disso, os governadores colocaram em pauta a possibilidade de federalização de ativos dos estados.

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